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A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou nesta segunda-feira (21) a ocorrência de um tsunami meteorológico, também conhecido como “meteotsunami”, no Litoral Sul do estado. Diferente dos tsunamis normais, este não depende de terremotos.
Segundo informações do Climatempo, o fenômeno atingiu municípios como Jaguaruna, Imbituba e Laguna. O evento provocou a elevação repentina do nível do mar, gerando alagamentos, acúmulo de água e areia em vias públicas, danos a edificações e o arrastamento de embarcações.
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O tsunami tradicional, que geralmente é provocado por tremores de terra, vulcões ou deslocamentos no fundo do oceano, o meteotsunami tem origem exclusivamente atmosférica. Ele ocorre quando mudanças bruscas na pressão do ar e rajadas intensas de vento associadas a tempestades ou frentes frias perturbam a superfície do mar.
Quando essa oscilação se desloca na mesma velocidade das ondas da região, ocorre um efeito chamado de ressonância, amplificando a água à medida que se aproxima de baías, enseadas ou áreas rasas da costa.
Efeito surpresa
Apesar de ser geralmente menor e mais localizado que o tsunami sísmico, variando tipicamente entre 1 e 4 metros de altura, o fenômeno é perigoso por sua difícil previsibilidade e capacidade de pegar a população de surpresa. Ele costuma se manifestar pelo recuo repentino do mar, seguido do avanço rápido de uma onda forte sobre a faixa costeira, durando de alguns minutos a poucas horas.
Além do Brasil, onde há registros anteriores no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o meteotsunami ocorre em diversas partes do mundo, como na costa dos Estados Unidos, no Mar Adriático, no Japão e na Austrália.
Orientações da Defesa Civil
Em caso de recuo anômalo da água na praia, a orientação da Defesa Civil é buscar imediatamente um local elevado e acompanhar os alertas da Defesa Civil e da Marinha.
Para os dias seguintes ao evento em Santa Catarina, a previsão indica permanência de temporais com chuva forte, granizo e ventanias.
A partir desta terça-feira, segundo o Climatempo, as instabilidades se concentram no norte do estado, com o avanço de uma massa de ar frio, que ganha força na quarta-feira e traz possibilidade de geada para as áreas mais elevadas da Serra Catarinense.






