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Uma megaoperação nacional liderada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (18) tenta prender 107 suspeitos ligados a facções como PCC e Comando Vermelho, com ações simultâneas em 15 estados e foco no combate ao tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. Ao todo, também são cumpridos 174 mandados de busca e apreensão em uma das maiores ofensivas recentes contra o crime organizado no país.
Segundo a Polícia Federal, a ação é uma continuidade de outras 246 operações deflagradas ao longo do ano passado, com mais de 1,5 mil pessoas presas e dois mil mandados de busca cumpridos. Os mandados desta quarta (18) são cumpridos nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.
“Criadas com base no conceito de força-tarefa, as FICCOs (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado) têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de Segurança Pública”, disse a autoridade em nota.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, a megaoperação não tem hierarquia entre as autoridades participantes, apontando que o trabalho é realizado de forma integrada. “Participam da iniciativa polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, SENAPPEN e secretarias de segurança pública estaduais, em atuação conjunta e coordenada pela Polícia Federal”, completou a autoridade.
Em São Paulo, a Operação Dry Fall mira uma organização com vínculos ao Comando Vermelho, responsável por tráfico de drogas e crimes violentos no interior, com bloqueio de mais de 100 contas bancárias que podem somar R$ 70 milhões. Já em Pernambuco, a Operação Roça combate um grupo envolvido com tráfico, roubo de cargas e lavagem de dinheiro, com ativos bloqueados que chegam a R$ 5 milhões.
No Maranhão, a Operação Ictio atinge uma estrutura de tráfico em larga escala com movimentação financeira de até R$ 297 milhões, incluindo apreensão de bens de luxo e uso de empresas de fachada. No Rio Grande do Sul, a Operação Célula Oculta busca desarticular uma rede de tráfico atuante em regiões estratégicas do estado.
Outras ações simultâneas reforçam o alcance da ofensiva, como a Operação Epílogo, na Bahia, contra o tráfico de drogas, e a Operação Turquia II, no Espírito Santo, que investiga o desvio de entorpecentes apreendidos, incluindo o afastamento de servidor público. No Amazonas, a Operação Rastreio apura o envio de drogas pelo terminal de cargas do aeroporto internacional de Manaus.
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Em Alagoas, a polícia descobriu o uso de uma pizzaria como fachada para o tráfico, enquanto em Goiás a Operação Corrosão II dá continuidade ao combate à lavagem de dinheiro. No Pará, duas operações atingem integrantes do Comando Vermelho e investigam até a participação de uma ex-servidora do Judiciário em colaboração com o crime.
No Paraná, a Operação Blue Sky atua em cidades do interior para desarticular uma organização ligada ao PCC, envolvida em disputas territoriais e crimes violentos. Já em Minas Gerais, a Operação Terminus resultou na prisão de um foragido condenado a mais de oito anos por tráfico de drogas, com novas capturas previstas ao longo da semana.
A ofensiva inclui ainda ações no Ceará, com foco em criminosos violentos, e em estados como Sergipe e Amapá, onde investigações específicas também avançam.












