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A decisão judicial que autorizou a operação Vectura Corrupta, da Polícia Civil com o Ministério Público, indicou a contaminação de 12 das 22 empresas de transporte coletivo urbano da cidade de São Paulo pelo esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O número, que representa mais da metade do sistema de ônibus da capital paulista, foi destacado pelo desembargador da 8ª Câmara de Direito Criminal, que classificou a proporção de concessionárias envolvidas como algo que "salta aos olhos". A prefeitura de São Paulo criou um grupo de trabalho e negou a presença do crime organizado na administração das empresas (leia mais abaixo).
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Comandada pela delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, a ação cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão para desarticular diferentes núcleos da organização criminosa.
Apesar de autorizar prisões e as buscas, o desembargador negou pedidos do MP de indisponibilidade e bloqueio de bens, incluindo imóveis, veículos, aeronaves e embarcações dos alvos.
Entre os alvos dos mandados de prisão estão o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, um ex-servidor da Prefeitura que atuava na SPTrans, um candidato a deputado estadual e três advogados. As diligências aconteceram na capital paulista e nos municípios de Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
A Operação Vectura Corrupta é um desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada e 2024. Na ocasião, as autoridades mapearam uma complexa rede de comunicação utilizada pelo PCC para conectar integrantes presos e soltos — estrutura que contava com o auxílio de advogados e envolvia lideranças das divisões "Sintonia Restrita" (lideranças) e "Sintonia dos Gravatas" (advogados), além de um projeto para infiltrar agentes do crime organizado nas eleições municipais de 2024.
O que diz a prefeitura de São Paulo
"A intervenção determinada pela Prefeitura de São Paulo na Transwolff em abril de 2024 foi uma medida firme e decisiva para proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração municipal também determinou, por iniciativa própria a intervenção na UpBus, mesmo sem qualquer solicitação da Justiça.
Desde o início das investigações, a prefeitura agiu com rigor, inclusive encerrando o contrato, a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada. A Prefeitura reforça que, na ocasião, também foi aberto um processo pela Controladoria-Geral do Município contra a Transwolff e a UpBus. Desde então, atua, em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório.
A operação realizada nesta quinta-feira reforça a gravidade dos fatos que motivaram as providências adotadas pela Prefeitura, e a administração colabora integralmente com o Ministério Público, fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários."





