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Operação Forlands

PF avança em esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas que movimentou R$ 2 bi

Polícia Federal
Segunda fase da Operação Forlands mira grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico por meio de veículos e empresas. (Foto: André Richter/Agência Brasil)

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (2) a segunda fase da Operação Forlands, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e que teria movimentado mais de R$ 2 bilhões por meio de centenas de contas bancárias.

Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em Curitiba e Itapema (SC), além de bloquearem até R$ 5 milhões em imóveis, veículos e valores depositados em contas dos investigados.

As medidas têm como alvo pessoas suspeitas de utilizar negociações de veículos para ocultar a origem de recursos provenientes do tráfico. Segundo a investigação, as operações eram realizadas com o uso de empresas e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários.

“As apurações identificaram a atuação do grupo investigado na realização de negociação de veículos com pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Apurou-se que as transações eram realizadas mediante utilização de interpostas pessoas e empresas”, disse a Polícia Federal.

A apuração da Operação Forlands começou a partir de documentos obtidos durante a Operação Follow The Money, realizada em março de 2024 para investigar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Na análise dos dados, a autoridade policial identificou a existência de quase 500 contas bancárias que, em períodos anteriores à operação, movimentaram mais de R$ 2 bilhões entre créditos e débitos.

A Follow The Money apontou como líder da organização um empresário de Curitiba ligado aos setores de transportes, construção e aluguel de máquinas pesadas, que já havia sido preso por tráfico internacional e utilizava documentos falsos.

De acordo com os dados da investigação, o grupo utilizava empresas aparentemente regulares e dezenas de “laranjas” para dissimular recursos em negócios envolvendo imóveis, veículos, transportes e empresas do setor de óleos e lubrificantes.

As investigações também estabeleceram ligação entre o grupo e o envio de cocaína, incluindo uma apreensão de 700 quilos da droga. Na primeira fase da Forlands, deflagrada em 24 de abril de 2025, a Polícia Federal apreendeu materiais que, posteriormente analisados, indicaram a possível continuidade das práticas de lavagem de ativos.

Na Operação Follow The Money, foram mobilizados cerca de 200 policiais federais e 20 auditores fiscais, que cumpriram 33 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva no Paraná, Santa Catarina e Ceará.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de mais de uma centena de bens, entre imóveis urbanos e rurais, contas bancárias, veículos de luxo, caminhões e máquinas agrícolas.

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