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Op. Cliente Fantasma

PF investiga banco suspeito de movimentar R$ 25 bilhões de organizações criminosas

Polícia Federal
Apuração envolve banco atingido por mega ataque hacker no ano passado. Instituição teria movimentado recursos sem identificar os clientes. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta (25) a operação Cliente Fantasma para investigar o banco BMP, suspeito de facilitar a movimentação de R$ 25 bilhões de, entre os vários clientes, alguns supostamente ligados a organizações criminosas por meio de contas sem identificação. A apuração aponta que a instituição teria permitido a circulação de grandes volumes de dinheiro sem controle, dificultando a fiscalização e favorecendo a lavagem de capitais.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal de São Paulo em endereços da capital paulista e Barueri, região metropolitana. Entre os alvos estão a sede do banco e dirigentes.

“As apurações indicam que a instituição permitia movimentações sem a identificação adequada de seus usuários. Com isso, mantinha clientes ‘invisíveis’ aos órgãos de controle, dificultando o rastreamento financeiro, a execução de bloqueios judiciais e a repressão às atividades ilícitas”, disse a Polícia Federal em nota.

Em nota, o BMP afirmou que colabora integralmente com as autoridades e presta todos os esclarecimentos necessários, “fornecendo todas as informações sobre as operações antigas de ex-clientes que foram objeto de apuração”. “A companhia segue com a operação dos seus produtos normalmente”, completou.

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A investigação também aponta que a instituição deixou de comunicar operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obrigação prevista para prevenir crimes financeiros. Para a Polícia Federal, essa omissão “contribuía diretamente para a ocultação da origem dos recursos movimentados”.

Os investigadores afirmam que o banco pode ter atuado diretamente na lavagem de mais de R$ 25 bilhões, incluindo recursos ligados a grandes organizações criminosas do país, segundo apurações da GloboNews e do site Metrópoles. Os envolvidos poderão responder por gestão fraudulenta, omissão de informações a órgãos reguladores e lavagem de dinheiro.

O banco BMP foi um dos atingidos pelo mega ataque hacker ao PIX em junho do ano passado, em que foram movimentados ao menos R$ 541 milhões por meio de transferências eletrônicas em massa. A instituição bancária informou que conseguiu recuperar R$ 18,7 milhões desviados em 166 transações realizadas durante a madrugada do crime.

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