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PL pede que futuro presidente da Alerj seja governador do RJ

Votação que elegeu Douglas Ruas foi anulada. Zanin suspendeu eleições indiretas até STF analisar ação do PSD.
Votação que elegeu Douglas Ruas foi anulada. Zanin suspendeu eleições indiretas até STF analisar ação do PSD. (Foto: Thiago Lontra/Alerj)

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O Diretório Nacional do PL pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça, com urgência, que o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, deve deixar o cargo assim que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) escolher seu novo presidente, sendo este deputado estadual o governador em exercício a partir de então.

"O sucessor judiciário somente ingressa no circuito constitucional porque a Constituição fluminense o prevê como quarto elo da cadeia de precedência. Desaparecida essa causa – isto é, recomposta validamente a Presidência da Assembleia Legislativa –, não há base constitucional para a permanência do sucessor subsidiário", argumenta o partido.

O Legislativo fluminense chegou a eleger o deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) como seu presidente, mas ele permaneceu apenas por algumas horas no cargo, até a votação ser anulada judicialmente. A desembargadora Suely Lopes Magalhães entendeu que a eleição deveria ocorrer apenas após a retotalização dos votos das eleições de 2022 pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

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O cenário de incerteza no Rio de Janeiro começou a se desenhar em maio de 2024, quando o vice-governador, Thiago Pampolha (União), deixou o cargo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

Pampolha foi indicado pelo então governador, Cláudio Castro (PL). No final do mesmo ano, o ministro Alexandre de Moraes afastou o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), que teve seu mandato cassado na última terça-feira (24).

Em meio ao julgamento no TSE que cassou seu diploma e o tornou inelegível por oito anos, e com planos de se candidatar ao Senado, Castro renunciou. Sem vice-governador e sem presidente definitivo na Alerj, coube ao presidente do TJRJ assumir o Executivo.

Em meio ao impasse, o PSD entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal contra o voto aberto e a alteração do prazo para desincompatibilização, de seis meses para 24 horas. Com isso, o relator, ministro Cristiano Zanin, determinou que a Alerj aguarde uma decisão antes de decidir quem será o novo governador do Rio de Janeiro.

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