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Para entender

Por que os jovens católicos pedem menos política nas igrejas?

Fotografia em ângulo frontal de um altar de igreja de pedra. Ao centro, um cálice dourado ornamentado e uma patena prateada com uma única hóstia grande descansam sobre um pano de linho branco. Velas acesas flanqueiam os elementos, iluminando-os com uma luz quente. O fundo desfocado mostra a arquitetura de um presbitério gótico.
Eucaristia é o sacramento central do cristianismo, onde o pão e o vinho são consagrados e se tornam o Corpo e o Sangue de Jesus. (Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.)

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Uma pesquisa nacional realizada em 2025 com mais de 11 mil fiéis revela que a juventude católica no Brasil deseja uma Igreja mais focada na espiritualidade e na doutrina tradicional, queixando-se do excesso de debates sociopolíticos e da falta de reverência em celebrações religiosas.

O que os jovens católicos realmente buscam na religião?

Os participantes do estudo demonstraram uma forte sede de autenticidade e profundidade espiritual. O interesse maior está voltado para temas como a busca pela santidade, o estudo da Bíblia, a Eucaristia e a formação cristã sólida. Para essa geração, a Igreja deve ser, antes de tudo, um espaço de encontro genuíno com o sagrado, oferecendo um refúgio contra o conteúdo superficial que domina o dia a dia digital.

Quais são as principais críticas feitas por esse grupo?

As maiores queixas envolvem a percepção de que há uma politização excessiva dentro do ambiente eclesial. Muitos jovens afirmam que o foco em questões sociopolíticas acaba sufocando o papel espiritual da instituição. Além disso, a falta de reverência na liturgia — que é o conjunto de ritos e orações que compõe a missa — aparece como um dos principais obstáculos para que eles se sintam engajados na vida de fé.

Existe uma divisão ideológica entre conservadores e progressistas?

Embora os dados mostrem pedidos por mais doutrina, os coordenadores da pesquisa afirmam que o estudo não buscou rotular os jovens como de direita ou esquerda. A ideia é que há uma 'tensão pastoral' natural e que o desejo por uma evangelização centrada em Jesus Cristo não anula a missão social da Igreja. O desafio apresentado é superar as polarizações do país para viver a unidade em meio à diversidade de experiências.

Quem organizou esse levantamento e qual foi o alcance?

O estudo foi coordenado pela Comissão para a Juventude da CNBB em parceria com a PUC-RS e a PUC-Rio. Foram ouvidos voluntários de 12 a 29 anos de todas as regiões do Brasil. Os resultados parciais foram levados ao conselho de bispos para ajudar as paróquias e comunidades a entenderem melhor como dialogar com as novas gerações, que pedem por orientações mais claras e caminhos sólidos de formação.

Como os líderes da Igreja devem reagir a esses dados?

A orientação de especialistas é que os dados sejam usados como uma ferramenta de discernimento. Ouvir a juventude não significa mudar as verdades da fé, mas ajustar a forma de transmiti-las. Espera-se que dioceses e movimentos acolham esse desejo por maior espiritualidade para fortalecer a missão religiosa, lembrando que o compromisso com a justiça e a paz deve andar de mãos dadas com a proclamação clara do Evangelho.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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