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Tragédia no RS

Rodovias do RS podem voltar a ser bloqueadas por chuvas deste final de semana

Enchentes no RS
Preocupação das autoridades é de chuvas que podem provocar novo aumento de níveis dos rios e deslizamentos de encostas. (Foto: André Borges/EFE)

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O ministro Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, afirmou no final da tarde deste sábado (11) que rodovias do Rio Grande do Sul que foram desbloqueadas nos últimos dias podem voltar a ter novos deslizamentos de terra, por causa das chuvas deste final de semana.

A informação foi passada durante uma entrevista coletiva em Porto Alegre que atualizou a situação dos trabalhos de ajuda ao estado, que já soma 444 municípios atingidos e quase 2 milhões de pessoas afetadas.

Segundo Góes, neste momento há 135 pontos de bloqueios em rodovias do Rio Grande do Sul. O ministro afirma que as chuvas deste final de semana preocupam, e que a situação é “bem desafiadora”.

Isso porque, diz, as chuvas da última semana levaram a cobertura vegetal das encostas e que “técnicos nos dizem que 50 mm já são suficientes para provocar novos deslizamentos”. “Mesmo vias que já foram desobstruídas para ajuda humanitária podem vir a ser bloqueadas de novo”, explicou.

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Waldez Góes explicou que, embora os trabalhos de ajuda sigam em todo o estado, a situação ainda pode mudar neste final de semana. O nível do lago Guaíba, diz, está oscilando e ainda não é possível definir novas ações para os próximos dias até apurar os impactos das chuvas deste sábado (11) e domingo (12) – possivelmente apenas na segunda (13) é que haverá um novo panorama, afirmou.

Ao longo do dia, o nível oscilou entre 4,57 e 4,7 metros segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). A previsão do tempo, no entanto, preocupa, já que se estima um volume de mais de 150 milímetros de chuva em boa parte do estado -- principalmente na região de Porto Alegre e entorno do Lago Guaíba, serra e Lagoa dos Patos.

A previsão fez as cidades principalmente na beira da Lagoa dos Patos entrarem em estado de atenção, como Pelotas e Rio Grande. Partes destes municípios já estão embaixo d'água, principalmente nas primeiras quadras às margens da lagoa.

A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB-RS), afirmou que a expectativa é de que o pior momento da enchente, com a vazão das águas que já transbordaram no Lago Guaíba, ocorra entre segunda (13) e quarta (15).

"Por um lado, é muito angustiante. Por outro, temos tempo para nos preparar. Completamos uma semana de trabalhos para enfrentar as cheias", disse em entrevista à GloboNews neste sábado (11).

O ministro Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação (Secom), afirmou que participam da ajuda ao Rio Grande do Sul 41 aeronaves, 340 embarcações e 4,3 mil viaturas das Forças Armadas e demais órgãos de segurança. Mais 300 agentes da Força Nacional vão chegar ao estado na próxima semana, disse.

O boletim mais recente da Defesa Civil gaúcha, divulgado na tarde deste sábado (11), aponta que 136 pessoas morreram em decorrência das chuvas e enchentes que atingem o estado desde a última semana. Ainda há 756 feridos e 125 desaparecidos.

Em todo o Rio Grande do Sul, foram atingidos 444 municípios dos 497 do estado, afetando 1,95 milhão de pessoas. Destas, 441,3 mil seguem fora de casa, sendo 71,3 mil em abrigos e 339,9 mil na casa de parentes ou amigos. Ao todo, foram salvas 74,1 mil pessoas das enchentes pelas forças integradas.

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