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Cinema

50 Cent mostra lado ameno em filme sobre sua vida

Entre tiroteios, algazarra de corpos nus e festejos desesperados, a imagem mais impressionante do filme "Get rich or die tryin" - ainda sem previsão de laçamento no Brasil - é a lágrima rolando pelo rosto do homem mau do rap: 50 Cent.

Com o corpo tatuado e cicatrizes de bala, o rei das paradas do hip-hop não recorreu a truques para conseguir o feito. Como em outros aspectos de sua vida, ele foi motivado pelo medo do fracasso.

- Passei a maior parte da minha vida tentando descobrir como não chorar. Fiquei ansioso por ter de fazer aquilo - disse o nova-iorquino de 29 anos à Reuters, sobre a cena no filme baseado na sua vida, que estréia esta quarta-feira nos EUA. - Se não fizesse isso, as pessoas iriam olhar para mim e dizer: 'Eu te disse'. O que me ajudou a chorar nessa cena foi pensar nas pessoas me vendo como um fracasso.

O filme, descrito por Curtis "50 Cent" Jackson como "75% verdadeiro", conta a história de um garoto órfao chamado Marcus que segue os caminhos da mãe no violento mundo do tráfico de drogas antes de se dedicar às rimas e ao rap.

O título do filme é idêntico ao do seu CD de estréia, que vendeu mais de 7 milhoes de cópias.

Primeiro artista a ter quatro canções entre as top 10 na lista da "Billboard" desde os Beatles em 1964, 50 Cent, que pegou o nome de um famoso ladrão do Brooklin, se uniu ao diretor Jim Sheridan para ampliar seu império para o mundo do cinema.

Sheridan ficou interessado em colaborar e usou sua conexão com outro superstar do mundo da música para selar o acordo.

- Gosto de rap há 10, 15 anos - disse o diretor irlandês de 56 anos, consagrado por filmes como "Meu pé esquerdo" (sua estréia, em 1989) e "Terra dos sonhos" (2003). - Bono Vox sabia disso e contou para Jimmy Iovine (executivo da indústria fonográfica e produtor do filme), que me passou o roteiro. Então conheci o 50 e foi como se eu o conhecesse há centenas de anos. Eu conhecia o mundo dele. É como o mundo em que cresci em Dublin. Conhecia gângsteres e drogas e até tinha uma banda. Era como se ele fosse um irmão querido perdido.

O roteiro foi escrito por Terence Winter, vencedor de dois prêmios Emmy por "Família Soprano", que entrevistou o rapper ao longo de dez semanas durante a turnê "Rock the mic" no ano passado.

O filme está acima da média, imbuído de realismo, inteligência e o charme rústico de seu astro.

- Para mim, fazer esse filme é um jeito de aproximar minha base e na verdade ampliar minha base - disse 50 Cent.

Embora as letras de suas músicas pintem um cenário duro do tráfico de drogas e violência, o filme mostra que as pessoas podem se superar.

- Esses foram erros que fiz na minha vida. Essas são as coisas às quais fui submetido - afirmou. - Não tive escolha. As coisas pelas quais você passa determinam quem você é.

A paternidade é um ponto de virada no filme e na vida dele.

- Meu garoto é a razão pela qual escrevo música - disse ele. - Antes disso, se me metesse em encrenca e se tivesse de fazer um programa ou ir para a cadeia, era apenas algo que tinha de fazer. Quando ele apareceu, se eu não estiver fisicamente disponível para ser o provedor para ele, ninguém mais será.

- Ele acabou de fazer 9 anos. Marquise - afirmou, puxando a manga da camiseta para mostrar o nome tatuado no braço direito.

O rapper aproveita os frutos do sucesso, incluindo uma mansão de US$ 4 milhões em Connecticut que pertencia ao boxeador Mike Tyson, mas disse lutar para domar seu medo do fracasso.

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