
Talvez numa tentativa de provocar identificação imediata com o público, "A guerra dos Rocha", que estreou sexta-feira (10) nos cinemas, resgata personagens conhecidos da televisão e os transpõe para o longa-metragem.
O vagabundo interpretado por Lucio Mauro Filho em "A grande família" virou Marcelo, um despreocupado e descompromissado compositor, que vive com problemas financeiros. A personagem de Ludmila Dayer em "Senhora do destino" em muito lembra a Paola vivida agora pela atriz no filme. E até o casal-problema Marcello Antony e Giulia Gam, eternizado em "Mulheres apaixonadas", ganhou uma segunda chance.
O terceiro filme dirigido por Jorge Fernando é uma comédia escrachada que mostra as desventuras de Dona Dina (Ary Fontoura), uma senhora de mais de 80 anos que cria problemas por onde passa e, por isso, acaba não sendo mais querida na casa de nenhum de seus três filhos -Marcos Vinicius (Diogo Vilela), César (Marcello Antony) e Marcelo (Lucio Mauro Filho).
Humor abobalhado
A escolha de um ator para o papel da matriarca Rocha dá o tom perfeito ao humor abobalhado com que Jorge Fernando inicia o filme. Ary Fontoura anda com as pernas abertas, sempre descabelado, aprontando e se lamentando pela má sorte na vida. Após ser abandonado na rua, ele reencontra uma velha amiga (Nicete Bruno), com quem vai tomar um café e acaba enfrentando um seqüestro.
Enquanto isso, os filhos recebem a falsa notícia de que Dona Dina morrera, atropelada por um caminhão. O rosto desfigurado não permite a identificação, mas o vestido não deixa dúvidas. O funeral começa a ser preparado, e os integrantes da família Rocha não demoram a manifestar sua principal preocupação: quem ficará com os bens deixados pela mãe?
Se "A guerra dos Rocha" tem algum mérito, é justamente a intenção de fazer o espectador pensar sobre a situação dos idosos e os relacionamentos familiares. Acontece que, da comédia escrachada do início, Jorge Fernando tenta mudar indiscriminadamente para o dramalhão, e acaba não sendo bem-sucedido em nenhum dos dois.
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