
Rio de Janeiro - Um filme com uma carga tão grande de violência e terror não deixaria de marcar aqueles que participaram mais diretamente da sua produção.
A (anti)heroína Janet Leigh até sua morte (em 2004, aos 77 anos) receberia cartas e telefonemas ameaçadores detalhando o que fariam com Marion Crane, sua personagem no filme. Uma destas cartas foi tão "grotesca" que exigiu a intervenção do FBI, que acabou localizando os autores. Mas Janet Leigh ainda fez filmes importantes, entre eles A Marca da Maldade (1958), dirigido por Orson Welles, contracenando com Charlton Heston, Marlene Dietrich e o próprio Orson; e Sob o Domínio do Mal (1962), dirigido por John Frankenheimer, ao lado de Frank Sinatra e Laurence Harvey.
Conflito
Já Anthony Perkins não teve a mesma sorte. Galã promissor, figurando em três filmes em que fazia o amante mais jovem de estrelas como Sophia Loren, Ingrid Bergman e Melina Mercouri, ficou atrelado para o resto da vida ao papel de Norman Bates. Orson Welles o colocou no papel de Joseph K em O Processo (1962), ao lado de Jeanne Moreau, Romy Schneider e Elsa Martinelli e do próprio Welles mas o filme foi um fracasso.
Ainda assim, Perkins sempre afirmou que seu papel em Psicose valeu a pena e jamais o recusaria, ainda que pudesse voltar atrás. Sexualmente conflitado assim como o personagem que interpreta , Perkins confessou que se sentia nervoso diante de mulheres e resistira a tentativas de sedução por Jane Fonda e Brigitte Bardot.
Tragédias
Apesar de rumores sobre um caso com o ator Tab Hunter, Perkins casou em 1973 com a fotógrafa Berry Berenson, irmã da atriz Marisa Berenson. Tiveram dois filhos, o ator Oz Perkins e o roqueiro Elvis Perkins.
Perkins contraiu aids por transfusão de sangue e morreu em 1992. Sua viúva, Berry, morreria no vôo 11 da American Airlines, num dos aviões que se chocaram contra as Torres Gêmeas de Nova York em 11 de setembro de 2001, um dia antes do nono aniversário de morte do marido.





