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Show

A nova estrela do jazz

Quando o primeiro disco de Madeleine Peyroux, o festejado Dreamland, veio ao mundo, em 1996, os dotes vocais da cantora norte-americana foram recebidos pela crítica especializada com um misto de deslumbramento e perplexidade. Afinal, como uma artista contemporânea – e branca – poderia guardar na voz qualidades tão singulares ao ponto de ser comparada a Billie Holliday, talvez a mais importante intérprete do jazz de todos tempos?

Explicando: Peyroux – que, aos 22 anos, fez as malas e partiu rumo à Paris de seus ancestrais para cantar nas ruas em troca de sobrevivência – tem o que chamam de timbre "whisky-e-cigarro", ao mesmo tempo áspero e orgânico. Na contramão de divas "chiques" da atualidade, como a conterrânea Jane Monheit e a canadense Diana Krall.

Em comum com esta última, Peyroux está prestes a acrescentar à carreira um detalhe que, pelo menos para os felizes adeptos da boa música em Curitiba, faz toda a diferença: amanhã, a partir de 21 horas, ela também terá pisado o palco do Embratel Convention Center, para deliciar o público com sua musicalidade muito pessoal.

Aos 32 anos, Madeleine, nascida em Athens (Georgia) e criada entre Nova Iorque e Los Angeles, é uma artista cultuada nos meios de blues e jazz. Principalmente por conta de sua já propalada aversão à celebridade. Tanto que, em agosto, quando seu segundo CD, Careless Love, entrou nos primeiros lugares da parada britânica, a cantora surtou. Foi tão assediada para entrevistas e fotos que simplesmente desapareceu. A imprensa chegou a tratar a história como caso de polícia, até descobrir que o sumiço era voluntário.

O show de Madeleine Peyroux no Embratel Convention Center tem como base o repertório de Careless Love, registro que deve lhe garantir algumas indicações ao Grammy 2006. Lançado oito anos depois de Dreamland, o álbum traz Peyroux interpretando canções de inegável apelo jazzístico, como o standard "Don’t Cry Baby", alternadas a outras de um sentimento mais pop, como a sinuosa "Dance Me to the End of Love", do menestrel Leonard Cohen. Outros destaques são a melancólica valsa "Between the Bars" (tema de Elliot Smith, incluído na trilha do filme Gênio Indomável) e a regravação de "You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go", de Bob Dylan. Papa fina, enfim.

Serviço: Madeleine Peyroux. Amanhã, às 21 horas, no Embratel Convention Center (Rua Sete de Setembro, 2.775 – Centro). Ingressos: R$ 150, R$ 100 e R$ 80. Pontos de venda: Shopping Estação e Mercadorama Juvevê, Batel e Bigorrilho.

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