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eletrônica

A ourivesaria de Moby no disco Wait for Me

Moby: ideia para novo trabalho veio de uma palestra de David Lynch | Max Nash/ AFP
Moby: ideia para novo trabalho veio de uma palestra de David Lynch (Foto: Max Nash/ AFP)

São Paulo - Moby acabou-se na pista de dança em seu último disco, Last Night, de 2008. Era um retorno ao seu passado nos clubes nova-iorquinos. Antes, tinha flertado com o rock em Hotel (2007); com a ambient music em 18 (2002); e com a melancolia eletrônica em Play (1999).

No ano passado, ele assistiu a uma palestra do diretor David Lynch durante a entrega dos prêmios Bafta. Lynch pregava a autonomia da in­­ven­­ção como uma beleza em si, uma força da natureza. "Naquele momento, decidi fazer apenas discos mais pessoais, mais experimentais, mais desafiadores, não tão fáceis de se gostar, mas coisas que eu considere satisfatórias criativa e artisticamente".

Dessa "iluminação" nasceu seu novo álbum, Wait for Me. Parece a senha para uma revolução, mas, na verdade, Moby apenas lapidou com mais acuidade suas gemas de sempre: a habilidade em forjar faixas etéreas e climáticas com vozes emprestadas ("Pa­le Horses", com a garganta magnífica da cantora Amelia Zirin-Brown, de Nova York, é o ponto alto).

Também há uma nova genuflexão no sentido da música gospel, da qual a faixa "Study War" é o ponto alto, com seus vocais esparramados como uma pregação evangélica. "Walk with Me" traz outra voz fantástica, dessa vez mais fragmentária, com a participação da soul singer Leela James. "Mistake" volta às guitarras. Moby, o ourives do pop, está de volta e em plena forma.

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