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Visuais

A raridade e a poesia de Degas

Exposição com 73 esculturas do artista francês abre hoje, às 11 horas, a terceira edição da Virada Cultural; visitação será limitada a 50 pessoas por vez

Esculturas foram divididas em seis grupos: Dança, O Cavalo, Toilette, Outras Mulheres, Cabeças e Natureza Quase-Morta | Edgar Degas – Paris (França) (1834-1917) / Coleção Masp / Foto de João Musa / Divulgação
Esculturas foram divididas em seis grupos: Dança, O Cavalo, Toilette, Outras Mulheres, Cabeças e Natureza Quase-Morta (Foto: Edgar Degas – Paris (França) (1834-1917) / Coleção Masp / Foto de João Musa / Divulgação)
Bailarina de 14 Anos é outra obra presente na exposição |

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Bailarina de 14 Anos é outra obra presente na exposição

A escultura O Cavalo também estará exposta no MON |

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A escultura O Cavalo também estará exposta no MON

Pela primeira vez, o Paraná receberá uma coleção completa de esculturas no escultor, pintor e gravurista francês Edgar Degas (1874-1917). As raridades estarão a partir de hoje no Museu Oscar Niemeyer (MON), na exposição Degas: Poesia Geral da Ação. As esculturas – Coleção Masp, que abre às 11 horas a terceira edição da Virada Cultural, e é um dos eventos em comemoração aos 10 anos do MON, celebrado neste mês.

A mostra é composta de 73 esculturas fundidas em bronze vindas do acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e foi dividida em seis grupos: Dança, O Cavalo, Toilette, Outras Mulheres, Cabeças e Natureza Quase-Morta. Cada uma das esculturas é exposta em uma vitrine de vidro.

Na primeira parte, o público poderá ver uma de suas obras tridimensionais mais conhecidas, Bailarina de 14 Anos, escultura que, apesar de ser uma das mais marcantes de sua trajetória, causou reações negativas quando foi mostrada na 6.ª Exposição Impressionista de 1881.

Segundo o texto do curador Teixeira Coelho, o artista "provocava a sensibilidade dos parisienses", e que a dançarina retratada por Degas "foi comparada a um macaco ou a um índio asteca (a peça era em cera, não branca como as tradicionais, nem de bronze brilhante) e descrita como ‘uma flor de precoce devassidão’, afogada num mar de ‘odiosas promessas de todos os vícios."

Ainda de acordo com o texto de Teixeira, a intenção da exposição é mostrar como a arte é uma poesia geral da ação dos seres vivos, "que obriga a pensar na função que o poeta atribui a seu espírito, às dificuldades que ele lhe propõe, às metamorfoses que dele consegue e que, por vezes, o afastam da lógica do senso comum."

Conservação

Além do trâmite detalhado para viabilizar a exposição, haverá um cuidado extra: o acesso será restrito a 50 visitantes por vez na sala, que poderão permanecer por 30 minutos. O cuidado é para zelar pela conservação das obras. Um estudo foi feito pelo museu para chegar a esse número de pessoas, já que, com essa quantidade, os níveis de 45% de umidade e de temperatura de 20º C a 22º C não serão ultrapassados.

Por conta disso, o visitante deve retirar o ingresso na bilheteria antecipadamente, e o horário para entrada na sala expositiva será definido com o fechamento dos grupos. A visitação para o público começa ao meio-dia, e o MON terá entrada gratuita durante todo o fim de semana da Virada Cultural.

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