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Comédia romântica

A terceira noite de um homem

Ex-estrela do seriado Friends, ex-mulher de Brad Pitt, Jennifer Aniston está de volta na enésima comédia romântica de sua carreira cinematográfica. Mas Dizem Por Aí..., em cartaz a partir de hoje no Brasil, ao menos traz um argumento bem sacado: o que aconteceria se você descobrisse que o livro/filme A Primeira Noite de Um Homem foi inspirado em uma história ocorrida com a sua família?

Sarah, a personagem sexy e estabanada (como sempre) de Aniston, está em crise. Prestes a completar 30 anos, ainda não decolou como jornalista em Nova Iorque e se sente insegura quanto ao noivado com o advogado Jeff (Mark Ruffalo). A confusão se agrava quando ela tem de viajar para sua cidade natal, Pasadena, no condado de Los Angeles, a fim de acompanhar o casamento da irmã caçula.

Em meio aos preparativos, surgem indícios que levam Sarah a desconfiar que sua mãe, morta quando ela era criança, e a avó, Catherine (Shirley MacLaine, aos 71 anos), foram as "musas" de A Primeira Noite de Um Homem. A história, para quem não conhece, dá conta de um rapaz que é seduzido por uma mulher mais velha e acaba se apaixonando pela filha dela – que está de casamento marcado com outro homem.

Até aí, tudo muito divertido. Mas a jornalista começa a fazer cálculos e percebe que sua mãe casou grávida, pouco depois de romper com o amante. Ou seja, Sarah pode ser filha do "personagem" do filme de 1967. Angustiada, ela recolhe pistas e vai ao encontro do suposto pai, agora um bilionário que fez fortuna nos primeiros anos da internet (o filme se passa em 1997).

Cinqüentão enxuto e charmoso, Beau Burroughs (Kevin Costner, recuperando-se de uma série de fracassos) logo dissipa as dúvidas de Sarah – ele é estéril e nem com reza braba poderia ser seu pai. Sem o impedimento genético, o esperado acontece: Beau faz a terceira "vítima" na família, deixando a jornalista dividida entre o romance inusitado e o namorado bonzinho que deixou em Nova Iorque.

O problema é que, a partir desse momento, o diretor Rob Reiner (Harry e Sally) se entrega de vez aos clichês das comédias românticas. E o argumento interessante se perde em cenas que estamos cansados de assistir. Sem os 20 minutos finais, seria perfeito. GGG

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