
A apresentação de No Pirex, que tem três sessões no Teatro da Caixa neste fim de semana, possibilitará ao espectador conhecer diversas correntes históricas do teatro, que se somam como influências dessa comédia absurda (veja o serviço completo do espetáculo no Guia Gazeta do Povo).
Sem falar nada, com o uso do teatro físico e técnicas circenses, o grupo mineiro Armatrux desenvolve ações situadas numa casa ou restaurante, ao redor de uma mesa, ao longo de um dia. Habitam esse espaço cinco personagens a dona da casa, seu marido e serviçais.
"É uma história toda composta de sensações e emoções", explica a atriz Tina Dias, que interpreta a protagonista. "Trabalhamos com cheiros, paladar, música forte... há uma cozinha que revela diversos aromas", conta.
Entre as fontes de pesquisa para a peça, ela cita o cinema mudo de Charlie Chaplin e Buster Keaton, o expressionismo alemão e o surrealismo, além da tradição do palhaço.
Como resultado, o grupo, liderado pelo diretor Eid Ribeiro, chama o trabalho de "comédia grotesca" e "pequena monstruosidade", referindo-se à deformação da figura e das relações humanas em cena.Na história que se desenrola de forma pouco habitual , o que fica claro é a discussão de questões de hierarquia, além de se retratar a decadência de uma certa formalidade burguesa.
Por fim, a trupe promete demonstrar uma habilidade com a manipulação de louças que estão em profusão no cenário.



