
"Tô chocado!". A expressão de espanto do garoto de 7 anos que percorreu a exposição Era T-Rex, na semana passada, resumia as impressões das 50 pessoas que acompanharam uma das visitas guiadas, na abertura da mostra. Junto com ele, adultos e crianças de diferentes idades passaram 40 minutos admirando as réplicas de dinossauros em uma área de 1 mil m2, que reproduz ambientes pré-históricos.
Para colocar os visitantes no clima, a aventura começa com a exibição de um curta em 5D. Vento e umidade ajudam a contar a história de um simpático filhote de T-Rex, antes de encarar os primeiros esqueletos gigantes, na entrada da exposição. Os guias dão informações básicas sobre as espécies bem superficiais, aliás, quando se está acompanhado de curiosos sobre o tema , enquanto a turma caminha boca adentro do primeiro bichão, até alcançar o salão principal, onde estão montados os gigantes.
Ainda bem que as fotografias são liberadas, bem como tocar nas peças, atitude quase obrigatória. Caso contrário, como resistir à textura da pele emborrachada que cobre os dinossauros? Pegar é legal, mas ver o animal se mexer é demais. É quando se ouvem as primeiras manifestações: gritos admirados e "ohs" em profusão diante de caudas e pescoços que balançam, bocarras dentuças que abrem e fecham, sons característicos de cada espécie e até olhos assustadores que piscam.
O visitante que ficar atento ao cenário consegue se divertir ainda mais com a reação dos demais, observando os detalhes que ajudam a prevenir surpresas no caminho. Em determinado momento, é bom proteger máquinas fotográficas e celulares na hora das fotos. Tem espécie mais do que interativa na exposição.
No fim, depois de conhecer uma T-Rex fêmea em tamanho original, as crianças ainda brincam de pesquisadores e exploram um tanque de areia com pincéis, para descobrir fósseis enterrados. Os mais animados podem curtir um miniparque, onde é possível montar nos dinos, por R$ 5 a mais.



