
O suspense sobre política "Argo", de Ben Affleck, e o drama cômico "Silver Linings Playbook", de David O. Russell, estão ganhando elogios no Festival Internacional de Cinema de Toronto, que já exibiu metade dos filmes previstos, e com as fracas vendas iniciais começando a ganhar impulso. Toronto, juntamente com os festivais recentes em Veneza e Telluride, tradicionalmente lança a temporada de premiações importantes da indústria do cinema. Alguns dos filmes mais falados apresentados no festival conquistaram críticos e o público, enquanto outros têm dividido os cinéfilos, sugerindo possíveis decepções nas bilheterias e nos prêmios. "Um monte de títulos chegm com uma campanha e, em seguida, apenas alguns deles realmente entregam o que prometem", disse o copresidente da distribuidora de filmes independentes de Nova York Oscilloscope, David Laub. Laub citou "Argo" e "Silver Linings Playbook" como os filmes que provocaram rumores antecipados de prêmios até o momento entre as principais estreias. "Agora eles começam sua jornada para o Oscar -- e, então, alguns ficam mais esquecidos", disse ele. Aqueles que até agora não atenderam às grandes expectativas incluem várias das adaptações literárias ansiosamente aguardadas -- "Anna Karenina" e "Midnight's Children" --, enquanto "Cloud Atlas", codirigido por Tom Tykwer e a equipe de irmãos da "Trilogia Matrix", dividiu os críticos com suas histórias múltiplas e complexas. Oscar "Argo", estrelado e dirigido por Ben Affleck, é considerado uma das apostas mais seguras para indicações a prêmios, incluindo uma das 10 vagas para melhor filme do Oscar e uma possível indicação de direção para o terceiro esforço de Affleck afastando-se das histórias anteriores de Boston, "Atração Perigosa" e "Medo da Verdade". Affleck, 40 anos, cujo filme conta a verdadeira história de como a CIA ajudou a contrabandear seis diplomatas norte-americanos do Irã durante a crise dos reféns de 1979, usando uma falsa produção de Hollywood, recusou-se a especular sobre o potencial de prêmios e se um filme que zomba e celebra Hollywood pode ter mais apelo do que o habitual para os eleitores do Oscar.



