
São Paulo - "Tropa de Elite/ Osso duro de roer/ Pega um, pega geral/ Também vai pegar você. Nunca uma trilha sonora caiu tão bem em um filme como a música do Tihuana que abre Tropa de Elite 2 O Inimigo Agora É Outro. O filme estreou em 8 de outubro e atualmente ocupa nada menos do que 736 salas num Brasil de cerca de 2.200 cinemas lançamento gigante para os padrões nacionais, comparado apenas aos blockbusters. Em apenas dez dias, o filme foi visto por mais de 4 milhões de pessoas. E, se continuar nessa pegada, deve chegar à marca de 5 milhões até o fim desta semana.
O sucesso é resultado da estratégia minuciosamente planejada pelo diretor José Padilha e pelo produtor Marcos Prado, que, por causa da pirataria, viram o potencial lucrativo do primeiro Tropa ser jogado pela janela. "Desta vez, decidimos lançar o filme sozinhos. Armamos um plano de negócios e contratamos um especialista no mercado cinematográfico, conta Prado.
Segundo Prado, historicamente, as sequências costumam ter, no mínimo, público semelhante ao filme original no caso de Tropa, 2,5 milhões de espectadores. "Fizemos três estimativas para o lançamento de Tropa 2. Uma conservadora, que previa que o filme fosse visto pelos mesmos 2,5 milhões de pessoas do primeiro longa. Outra otimista, com 4 milhões de espectadores. E a superotimista, que beirava os 6 milhões. Acho que vamos alcançá-la e talvez chegar a uma marca hiperotimista, que a princípio nem considerávamos, diz Prado. Mas a intenção, ele reconhece, sempre foi lançar Tropa 2 como um blockbuster.
"Quando colocamos o trailer no YouTube, tivemos 1 milhão de acessos no primeiro dia. Aí decidimos aumentar o número de cópias. Além disso, pegamos pesado na divulgação. E é um filme de muita qualidade, uma megaprodução cheia de efeitos especiais. Mas o forte da propaganda pró-Tropa vem dos espectadores, ele afirma. "Estamos contando com o boca-a-boca de quem viu e gostou. O público está discutindo os temas mostrados no filme. Só se fala nisso nas rodinhas, e as pessoas não querem ficar de fora, aposta. E não para por aí. Padilha e Prado negociam a exibição do filme no Festival de Sundance, nos Estados Unidos.



