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Arte chinesa entra em cena

Circo Nacional da China estreia amanhã sua mais recente produção, que representa um pouco da tradição do país oriental no ramo circense

Meninas integrantes da companhia esboçam número de acrobacia: resultado é impressionante | Fotos: Jonathan Camos/Gazeta do Povo
Meninas integrantes da companhia esboçam número de acrobacia: resultado é impressionante (Foto: Fotos: Jonathan Camos/Gazeta do Povo)

Os produtores anunciam o Circo Na­­cional da China como "um dos maiores espetáculos de circo da atualidade." O espetáculo Piratas, que estreia em Curi­tiba amanhã no Teatro Positivo é um exemplo dessa grandiosidade que a trupe adotou. A equipe completa, composta por 50 pessoas, desembarcou ontem na capital, e já iniciou os trabalhos para garantir o sucesso das apresentações no fim de semana.

O cenário está em processo de montagem no palco do Positivo, e a previsão é de que toda a estrutura esteja pronta ainda hoje. Enquanto isso, o elenco permanece no local para treinos e muito aquecimento. Apenas isso, já que a companhia não faz algum ensaio geral antes da apresentação. Vale lembrar que até ontem, fo­­ram vendidos 3 mil ingressos de um total de 7,2 mil disponíveis para as três sessões do espetáculo.

O público poderá conferir o mais recente espetáculo produzido pela companhia, representada por um elenco de artistas com idades entre 11 e 37 anos, es­­pecializados em nú­­meros acrobáticos, de malabarismo e dan­­ça. Mas a tarefa não é tão fácil quanto parece. Para alcançar o objetivo final, os artistas têm de se dedicar de corpo e alma, com treinos rigorosos e muito esforço.

Durante as turnês, que variam entre um mês ou até mesmo longos períodos próximos de um ano, são três horas de treino diário. No caso do giro brasileiro, o elenco terá se apresentado ao fim da temporada de seis meses em 25 cidades – o que representa a maior turnê de um artista estrangeiro no Brasil.

"A arte circense chinesa é, sem dúvida, a mais evoluída do mundo", garante Lucio Oliveira, produtor da turnê brasileira do Circo da China. São vários grupos espalhados em turnês por todo o mundo com diversos espetáculos paralelos, além das equipes de formação localizadas em escolas na China. Com isso, a companhia conseguiu se estabilizar como grande centro exportador de artistas de circo, e inclusive, contabiliza quatro integrantes que estão atualmente em turnê na companhia Cirque du Soleil, outra referência mundial no ramo circense.

Em Piratas, o grupo se apresenta em meio a um cenário que representa um grande navio, no qual são produzidos segmentos de acrobacias e malabarismo a fim de montar uma narrativa. Como exemplo, destaca-se o nú­­mero do garoto Liu Yan, de apenas 11 anos, que faz um salto mortal sobre perna-de-pau, com impulso de uma vara flexível apoiada no ombro de outros dois integrantes do elenco.

Tradição

Para chegar a esse nível de profissionalismo, a companhia Circo Nacio­nal da China totaliza 50 anos de trajetória, durante a qual os integrantes têm de passar por períodos de dedicação intensa. Em média, cada novo acrobata precisa passar por cerca de dez anos de preparo para estrear como integrante da companhia. Normalmente, os trabalhos começam desde cedo, aos 5 anos de idade. Todos os membros da equipe são chineses, que mantêm hábitos como culinária e rotina diária mesmo quando estão longe de seu país de origem. Dedicação intensa que resulta no palco em uma das principais referências da arte circense mundial.

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