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Paulo Leminski

‘Atraso do acaso’ freia museu

Novo espaço cultural em homenagem ao poeta curitibano, previsto para ser inaugurado neste mês, está com as obras atrasadas e sem previsão de conclusão

Fachada da Agência Central dos Correios, inaugurada em 1934: prédio histórico está subutilizado desde 1998, quando a sede da empresa foi transferida para a Rua João Negrão | Antônio More/Gazeta do Povo
Fachada da Agência Central dos Correios, inaugurada em 1934: prédio histórico está subutilizado desde 1998, quando a sede da empresa foi transferida para a Rua João Negrão (Foto: Antônio More/Gazeta do Povo)

A instalação do Museu Nacional da Poesia Paulo Leminski, cuja entrega fora inicialmente prevista para amanhã, dia 16 de janeiro, está atrasada e não há previsão de outra data para sua conclusão.

A criação do museu foi anunciada em novembro de 2011 e o novo espaço deveria ser entregue no início de 2013, como parte das comemorações dos 350 anos dos Correios no Brasil. A obra é fruto de uma parceria entre os Correios e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), responsável pela elaboração do projeto do novo espaço cultural em Curitiba.

Ontem, porém, a diretoria regional dos Correios no Paraná informou em nota enviada à Gazeta do Povo que a obra está atrasada, sem previsão de data para o início do funcionamento do museu, em razão de "algumas dificuldades na execução, devido à alta complexidade técnica do projeto".

O museu está sendo montado na Agência Central dos Correios, popularmente conhecida como "Correio Velho", na Rua XV de Novembro, no centro da capital paranaense. O projeto inicial implica a restauração do prédio histórico a um custo inicial de R$ 4 milhões. A ideia era centralizar o material disponível sobre o poeta curitibano (e também de outros nomes da poesia nacional) de forma interativa, nos moldes do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Segundo a nota dos Correios, no entanto, uma avaliação técnica está sendo feita "levando em conta a necessidade de manter as características arquitetônicas da edificação, que compõe o patrimônio histórico e arquitetônico da cidade". Os Correios garantem que o projeto de reforma do prédio não sofreu mudanças e que "tem o objetivo de viabilizar o museu, que deverá funcionar futuramente dentro das instalações da Agência Central".

Quando o empreendimento foi anunciado, há 14 meses, a direção regional dos Correios afirmou que queria manter a funcionalidade do espaço da agência e os serviços de Correios, mas abrigando o museu e um café. Havia uma expectativa ainda de que uma das salas do edifício fosse transformada em um cinema.

O projeto também previa a reforma do terraço original, em cima da agência – que seria aberto para visitação –, a fachada e uma cúpula de vidro que foi cimentada nos anos 1980.

Subutilizado

Inaugurado em 1934, os espaço está subutilizado desde 1998, a partir da mudança da sede dos Correios para a Rua João Negrão. Desde então, o local abriga somente o atendimento aos clientes no térreo e utiliza poucas salas para guardar materiais ou separar uniformes antigos, que são destinados para projetos sociais.

A reportagem procurou a direção do Ibram, responsável pelo planejamento do novo museu, mas, até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

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