
O filme de terror Chernobyl chega aos cinemas hoje como um conto fantasmagórico que beira o infame, depois de atrair protestos de quem enxerga nele um sensacionalismo barato às custas de uma tragédia real.
Mas o diretor Oren Peli (Atividade Paranormal) defende o longa como um entretenimento que não tem qualquer intenção de ofender.
Na trama, um grupo de adolescentes decide passar parte das férias em Prypiat, cidade ucraniana onde ocorreu o desastre nuclear em 1986. Lá chegando, eles se descobrem presos e, é claro, que não estão sozinhos. Imagine como seriam os seres que vivem numa cidade deserta e tomada pela radiação durante 15 anos.
"Ver jovens indo em férias para Chernobyl como se fossem à Disney World me chocou profundamente", disse Yago Alayza, designer que entrou com uma das petições de boicote ao filme pelo site de campanhas Change.org.
Enquanto corre a polêmica, Ucrânia, Rússia e Bielorrússia ainda enfrentam as consequências da radiação, ligada a milhares de casos de morte, problemas crônicos de saúde e deformações.



