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Cinema

"Cidadão Kane" ganha de novo título de melhor filme de todos os tempos

Trailer | Divulgação/RKO Radio Pictures Inc.
Trailer (Foto: Divulgação/RKO Radio Pictures Inc.)

"Cidadão Kane", a obra-prima de Orson Welles, de 1941, foi eleito mais uma vez o melhor filme em língua inglesa de todos os tempos, segundo o Instituto Americano de Filmes. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (20), num especial de televisão de três horas de duração.

Com o título "Cem anos, cem filmes - décimo aniversário", a lista foi elaborada por um amplo grupo de críticos, historiadores e especialistas. Há dez anos, o clássico de Welles já tinha ganho uma pesquisa anterior feita pelo próprio instituto.

A carreira de "Cidadão Kane" como mellhor filme do mundo já dura cerca de cinco décadas. A primeira vez que o longa-metragem recebeu o título foi em 1958, durante uma feira de cinema em Bruxelas, na Bélgica. Desde então, ganhou várias vezes o posto.

O filme, dirigido, escrito, produzido e estrelado por Welles, em sua estréia no cinema, é inspirado na biografia do magnata da imprensa norte-americana William Randolph Hearst. Indicado a nove Oscars, inclusive de melhor filme e direção, mas somente ganhou um, o de roteiro original.

Mais clássicos

Na lista do instituto, "O Poderoso Chefão", dirigido por Francis Ford Coppola em 1972, que há uma década estava em terceiro lugar, superou o clássico romântico "Casablanca", de Michael Curtiz, roubando a segunda colocação. Outra mudança entre os dez primeiros da lista é o salto de "Touro Indomável" (1980), de Martin Scorsese, que subiu do 20º para o quarto lugar da lista. "Um corpo que cai" (1958), de Alfred Hitchcock, passou da 61ª para a nona colocação.

Completam os dez primeiros lugares "Cantando na chuva" (1952), de Gene Kelly e Stanley Donen, em quinto lugar, "...E o vento levou" (1939), de Victor Fleming, "Lawrence da Arábia" (1962), de David Lean, e "A Lista de Schindler" (1993), de Steven Spielberg. "O Mágico de Oz" (1939), também de Victor Fleming, ficou em 10º.

Num comunicado, o Instituto Americano do Cinema lembrou que "em muitos sentidos", o cinema americano reflete o país e que algumas mudanças se devem ao mercado do DVD, que recupera clássicos talvez esquecidos pelo público. Este é o caso de um filme como "Rastros de ódio" (1956), do diretor John Ford, considerado um dos maiores clássicos do gênero "western" e um dos mais importantes da filmografia de Ford, estrelado por John Wayne. O filme subiu do 96º para o 12º lugar, graças à sua edição restaurada.

Dos filmes dos últimos dez anos, apenas quatro passaram a fazer parte dos cem melhores da história. São "O Senhor dos Anéis: A sociedade do anel" (2001), de Peter Jackson, que ficou em 50º, "O resgate do soldado Ryan" (1998), de Steven Spielberg, citado em 71º lugar, "Titanic" (1997), de James Cameron, que apareceu 83º, e "O sexto sentido" (1999), de M. Night Shyamalan, em 89º.

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