Jack Warner, um dos fundadores do estúdio cinematográfico Warner Bros., não foi muito favorável à ideia de desenvolver uma série de filmes protagonizados pelo pastor alemão Rin Tin Tin. Sua relutância foi aplacada apenas ao conhecer o cão de perto: "Ele parece ser mais inteligente do que alguns dos nossos comediantes", disse. Justa ou não a comparação, o fato é que Rin Tin Tin viria a se tornar o "ator" mais rentável da Warner até que a chegada do cinema falado, com O Cantor de Jazz (1927).Desde os tempos dos filmes mudos, e do próprio Rin Tin Tin, até os atuais, cães quase sempre foram retratados de maneira simpática, quando não heroica, como é o caso das histórias estreladas pelo pastor alemão mais famoso da Warner. Não raro recebem qualidades consideradas "humanas", como fidelidade, coragem e altruísmo. Outro ícone canino é a cadela da raça collie Lassie, que, como Rin Tin Tin, teve várias encarnações no cinema e na tevê.Já os gatos poucas vezes tiveram a mesma sorte e, com frequência, foram mostrados como figuras egoístas, ameaçadoras, ou, no mínimo, antipáticas. Exemplos não faltam, dos felinos dos desenhos da Disney, como os bichanos de Cinderela e Alice no País das Maravilhas, ao esnobe persa de O Pequeno Stuart Little. Salva-se nesse balaio, Os Aristogatas, que, como 101 Dálmatas e A Dama e o Vagabundo, ambos sobre cães, dão aos felinos a rara oportunidade de constituirem família e serem os grandes heróis.
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