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Clooney em cena de “Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível”, um filme de Brad Bird, o mesmo diretor de Ratatouille. | Divulgação
Clooney em cena de “Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível”, um filme de Brad Bird, o mesmo diretor de Ratatouille.| Foto: Divulgação

Quando se trata de prever o futuro, o cinema é pessimista por natureza. Do clássico Metrópolis (filme de Fritz Lang, de 1927) ao recente Mad Max – Estrada da Fúria , a perspectiva é de que em breve nós ou nossos descendentes estejamos escravizados, lutando pela sobrevivência ou à beira de uma hecatombe. Na melhor das hipóteses, estaremos vivos.

Veja no Guia onde assistir ao filme.

Em Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível, que estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas, as pessoas não apenas estão vivas, como estão felizes e realizadas. Pode parecer estranho em se tratando de um filme de ficção científica, mas nada mais natural, visto que estamos falando de uma produção da Disney.

Origem

A ideia do filme Tomorrowland é inspirada em uma atração de mesmo nome, feita por Walt Disney em seu parque, a Disneyworld.

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Para entender que mundo é esse que o diretor Brad Bird (das animações Os Incríveis e Ratatouille) nos entrega, o melhor é ir assistir sem maiores detalhes sobre a história. Basta saber que são três os personagens principais: Frank (George Clooney), um gênio precoce, Casey (Britt Robertson), uma jovem que tenta salvar o emprego do pai em Cabo Canaveral (base de lançamento de foguetes da Nasa), e Athena (Raffey Cassidy), uma garotinha que... bem, ela une os outros dois personagens. Todos eles ligados a uma cidade futurista, ocupada por naves, robôs e pessoas passeando com jatos propulsores nas costas.

O diretor Brad Bird tentou unir a complexidade das tramas futuristas ao lúdico dos filmes de entretenimento. Enquanto acompanha uma intrincada (mas nem tanto) história que transita por épocas distintas, o espectador é bombardeado com efeitos especiais, cenas de luta, piadas e diálogos emotivos.

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Tomorrowland é apenas o segundo trabalho de Brad Bird com atores de carne e osso. Na área de animação, ele já é uma referência

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Pode não funcionar para quem espera algo mais complexo, que vai ao cinema à procura de uma reflexão profunda sobre o que o futuro pode reservar. No caso de Tomorrowland, é tanto otimismo que chega a soar ingênuo, faltando apenas a inscrição “moral da história” ao final. Mas, convenhamos, em dias tão conturbados, uma dose de ingenuidade não faz mal a ninguém.

Tomorrowland tem um quê das sessões da tarde dos anos 80, daquelas aventuras com fórmulas prontas que faziam crianças, adolescentes e adultos viajarem dentro da sala de cinema. Com efeitos legais, química perfeita entre os atores e uma história razoavelmente eficaz, é um convite à diversão. Dá até para sair do cinema com um sorriso e a sensação de que, no fim das contas, não é um mundo tão cruel assim.

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