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Cinema

Comédia é fenômeno nos Estados Unidos

Se Beber, Não Case, de Todd Phillips, já rendeu US$ 170 milhões no mercado americano e tem estreia brasileira prevista para 28 de agosto

Elenco pouco conhecido, mas afinado, é apontado como um dos trunfos da supercomédia norte-americana Se Beber, Não Case | Divulgação
Elenco pouco conhecido, mas afinado, é apontado como um dos trunfos da supercomédia norte-americana Se Beber, Não Case (Foto: Divulgação)

Ressaca. Caso o título da comédia norte-americana The Hangover fosse traduzido ao pé da letra, assim se chamaria. Preferiram batizá-la de Se Beber, Não Case, um dos raros casos de acerto na dura missão de transpor para o português nomes de filmes estrangeiros.

Com estreia no Brasil marcada para 28 de agosto, o longa-metragem de Todd Phillips (de Dias Incríveis, que passou batido pelo circuito nacional) é o fenômeno do momento nos cinemas dos Estados Unidos: em três semanas de exibição, já ultrapassou US$ 170 milhões. E custou apenas US$ 35 milhões.

A trama começa com uma jovem recebendo uma péssima notícia: o melhor amigo de seu futuro marido está no meio do deserto de Mojave, com o lábio ferido e três outros camaradas, sem saber onde o noivo foi parar depois de uma despedida de solteiro em Las Vegas. A moça é aconselhada a cancelar (ou adiar) o casório. Essa sequência de abertura é a deixa para um flashback que leva o espectador até dois dias antes.

Doug (Justin Bartha, da série de filmes A Lenda do Tesouro Perdido), o noivo, faz os preparativos para a "grande viagem" rumo a Vegas, conhecida como Sin City, a cidade do pecado. Lá, dará adeus a seus dias de homem solteiro. Com ele, irão o professor Phil (Bradley Cooper, de Sim Senhor) e o dentista Stu (Ed Helms, da série The Office). O quarto elemento da trupe tresloucada é Alan (Zach Galifianakis, de Na Natureza Selvagem), o irmão obeso da noiva. O gorducho esconde um segredo.

Na manhã seguinte, mal sabem eles, Doug terá desaparecido como fumaça. E seus amigos, trêbados, só se darão conta do sumiço ao acordarem de um transe etílico no topo do hotel-cassino Ceasar Palace.

Levando-se em conta que não há um nome famoso sequer no elenco de Se Beber, Não Case, o estrondoso sucesso do filme é um grande feito, atribuído pela crítica norte-americana a vários fatores: à incrível química entre os atores; à direção arejada e ágil de Todd Phillips, mas, principalmente, ao roteiro de Jon Lucas e Scott Moore, já cotados a uma indicação ao Oscar pelo script.

Para o veterano crítico Roger Ebert, do jornal Chicago Sun-Times, a explicação desse êxito todo é simples: o filme é muito engraçado, do início ao fim. "Cada cena, cada sequência é hilariante", escreve o jornalista.

Para o crítico do The New York Times A. O. Scott, que assina uma resenha mais "profunda" de Se Beber, Não Case, o filme faz justiça ao título original: ressaca. Desce redondo e é só mais tarde, horas depois das gargalhadas, é que bate a dor de cabeça (ou de consciência). No caso, em decorrência da constatação da origem de boa parte das melhores piadas.

Scott cita, por exemplo, o personagem de um traficante negro, preguiçoso, machista e marrento, vivido por Mike Epps. E o gângster asiático Mr. Chow (Ken Leong), viciado em karaokê. "O roteiro quer fazer com que você acredite que o filme está debochando do racismo, mas acaba por reafirmar estereótipos e clichês", escreve Scott. Agora é esperar para ver quem tem razão.

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