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Para as crianças

Da televisão ao teatro, desenho "LazyTown" tenta combater a ociosidade

Sucesso entre as crianças, personagens Sportacus e Stephanie chegam a Curitiba neste fim de semana

Sportacus, o herói do seriado "LazyTown", com o vilão Robbie Rotten | Divulgação
Sportacus, o herói do seriado "LazyTown", com o vilão Robbie Rotten (Foto: Divulgação)

Adaptado da televisão, o espetáculo "LazyTown" chega aos palcos curitibanos neste fim de semana. A versão teatral mantém a mensagem do seriado, no qual os personagens instigam as crianças a serem mais ativas. "Eles fazem ginástica, têm que comer produtos saudáveis como uma maçã. Lazytown traz para o palco tudo que a criança já vive", explicou a produtora-executiva da versão nacional do espetáculo Célia Rafael.

O desenho, exibido no Brasil pelo canal fechado Discovery Kids, é produzido na Islândia. Já a versão para o teatro é uma produção originalmente feita na Argentina, que chegou aos palcos em 2007. Para o Brasil, o roteiro foi adaptado ao português, mas segue exatamente a mesma linha do que foi produzido na versão argentina. Os atores, todos brasileiros, tiveram cerca de dois meses de preparação para ensaiar antes de subir ao palco.

"O roteiro foi adaptado através da série da TV, tanto que ele é original da televisão. Não como um episódio, mas resgata os personagens e algumas cenas que são tiradas da série da TV", explicou Célia.

Questionada a respeito da dificuldade de passar os efeitos especiais da telinha para os palcos, a produtora disse que todos os efeitos "são perfeitos". "Utilizamos todos os efeitos para ter o mesmo encantamento que Lazytown tem na televisão. No teatro, você precisa trazer o público até o palco, e conseguimos isso com o cenário, figurino e efeitos", contou.

O espetáculo segue um roteiro fixo, composto de músicas e também diálogos. No entanto, Célia garante que o público participa da apresentação. "Em algumas músicas, há interação", explicou.

Sobre a controvérsia de um seriado de televisão criticado por instigar as crianças a ficarem muito tempo sentadas assistindo à programação, consegue transmitir a mensagem de combate a obesidade e ócio, Célia garantiu que a série e também a peça são bem-sucedidos em seu objetivo. "As crianças assistem LazyTown para ter uma qualidade de vida melhor, e não uma vida ociosa", explicou.

História

No enredo, conta-se a história do aniversário da cidade Lazytown ("Cidade da Preguiça", em português), momento em que o prefeito Milford, tio da personagem Stephanie, dará a ela uma tarefa para que a festa saia em perfeição. Tudo corre bem até que chega um medidor da energia na cidade, e os habitantes devem tentar livrar LazyTown do nível de humilhação preguiçosa para não ser eliminada do mapa.

A notícia chega aos ouvidos do malvado Robbie Rotten, que fará de tudo para transformar Lazytown na cidade mais preguiçosa e acabar com a festa. Por sorte, o herói Sportacus contará com a ajuda de Stephanie para não deixar isso acontecer.

Na televisão

Transmitido em 103 países, Lazytown é um programa de televisão produzido na Islândia, local onde nasceu a partir de uma série de livros infantis. Com o objetivo de estimular crianças e pais a praticarem esportes, ter uma alimentação nutritiva e fazer escolhas a favor de seu bem-estar, "LazyTown" foi criado por Magnús Scheving, campeão europeu de aeróbica e CEO da LazyTown Entertainment.

Ele vive o herói Sportacus, com o qual dá piruetas e saltos com o objetivo de incentivar as crianças a terem uma vida menos sedentária e não caiam na tentação de comer doces e porcarias, hábitos do vilão Robbin Rotten.

A produção, orçada em R$ 2,8 a R$ 3,7 milhões por episódio, é exibida no Brasil pelo canal fechado Discovery Kids. Alguns personagens são feitos com bonecos, além de alguns feitos por atores e também parte gerada por meio da animação. Stephanie, Sportacus e Robbie Rotten são os únicos humanos da série de TV, produzida em um estúdio de 5.067 m² em Gardabaer, na Islândia.

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