
Em entrevista exclusiva ao jornalista Cristiano Castilho, da Gazeta do Povo, Andy Bell (ex-Oasis, hoje da Beady Eye) e Mark Gardener, fundadores da banda britânica Ride, falaram sobre os 20 anos do disco Going Blank Again, que será relançado em edição especial em agosto.
Expoente do gênero conhecido como shoegazer, o grupo chacoalhou a Inglaterra com seus quatro discos, lançados entre 1990 e 1996.
Na matéria completa, que sai no Caderno G na edição impressa de domingo (15), a dupla também fala sobre os bastidores do grupo, a cena musical na Inglaterra nos anos 1990, o retorno da Beady Eye ao Brasil em 2013 e o possível show que Mark Gardener pode fazer por aqui em breve. Abaixo, um trecho da entrevista.
Como você descreveria os shows do Ride naquela época? Eram mesmo barulhentos e distantes?Andy Bell -- Nós tivemos muita influência do Sonic Youth, MBV, Loop, Spacemen Three, House of Love. E também de outras bandas, principalmente o The Who nós fazíamos cover de I Can See For Miles. Tudo isso acabou criando um estilo híbrido, talvez. Os shows ao vivo eram uma espécie de agressão sonora: o volume era importantíssimo.
Mark Gardener -- Eram shows altos e animados. Os espaços eram pequenos e apertados. Foi uma época sensacional e maluca para mim.
Do que você sente mais falta no Ride?Andy Bell -- Tenho muitas boas e más lembranças daquele tempo. Foi realmente um período incrível em minha vida. Não tenho desejo de voltar àquela época, mas foi uma grande experiência.
Mark Gardener -- Sinto falta de ter 20 anos e ser um cara que faz shows com uma banda como o Ride. Mas não muita falta. Estou feliz aqui e agora.



