Destaque nas páginas vermelhas da revista "TPM" de maio, Caetano Veloso fala sobre sexo, drogas, Brasil, feminismo, casamento, separação, velhice, pai, filhos, loucura, baladas, morte...
"Não usava óculos e agora ando de óculos, senão fica tudo fora de foco. Meus cabelos, que eram cacheados e pretos, não têm mais o cachinho e ficaram brancos"
O músico conta o que sentia quando, ainda pequeno, ouvia histórias de mulheres tolidas de fazer o que queriam:
"Cresci nos final dos anos 40, anos 50, quando as mulheres não tinham mobilidade social. Tinha um pouco de pena das mulheres, era feminista quando criança."
Sexo é essencial num relacionamento, segundo Caê, que se diz feliz com a solteirice.
"Em princípio, senti muita dificuldade, mas ao mesmo tempo sentia a animação da novidade. Não pude viver solteiro, ter uma casa minha e ser um cara solteiro. Depois melhorei, hoje gosto muito. Sou do time que acha sexo a coisa mais importante que há. Tipo Freud: uma manifestação essencial de tudo."
Confirmando a fama de careta, o cantor falou também de sua relação com as drogas.
"Não gosto de droga, não tomo nada. Já sofri demais com negócio de droga, não suporto. Cheirei lança-perfume aos 14 anos e tive pavor. Fumei maconha com 23 e tive horas de pânico absoluto, intolerável. Tomei ayahuasca e passei dias de horror e um ano de angústia. Agora, convivo com todo mundo. Gostei quando o Chico Buarque se manifestou a favor da legalização das drogas. Deveriam ser todas legais. Não gosto de pensar que as pessoas só não tomam droga o tempo todo porque é proibido. O álcool não é proibido, mas não é que a maioria da população seja alcoólatra."



