
Com 50 anos completados em dezembro, Olívia Byington, volta a Curitiba neste fim de semana para apresentar o show A Vida é Perto, no Teatro da Caixa. O espetáculo, no gênero voz, violão e laptop, é definido pela cantora e compositora carioca como um "monólogo musical". "Estou adorando fazer este show, já fiz umas 150 apresentações e pretendo continuar com ele, o meu monólogo musical" disse Olívia, em entrevista por telefone para Gazeta do Povo.
"Acho que estou em um momento propício para voz e violão, de relação mais intensa com o instrumento. Mas isto não significa que não vou voltar a me apresentar com banda. Não vai ficar assim pra sempre", adiantou a cantora, completando que, talvez, o momento artístico tenha alguma relação com o fato de ter completado 50 anos de idade e 30 anos de carreira. "Pode ser que tenha alguma relação. O fato é que agora os filhos estão crescidos e posso tocar violão por oito horas em casa sem problemas", explicou.
A facilidade de locomoção com o show, por estar sozinha no palco, já levou a artista para Portugal, Alemanha e França no último ano, além de outras cidades do Brasil, onde foi elogiada pelo escritor Luís Fernando Veríssimo, após uma apresentação na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro: "o único problema do espetáculo é que depois de ver e ouvir Olívia você custa a voltar para o chão", declarou Veríssimo. "A Vida é Perto" foi lançado em CD e DVD. No final de 2008 ela lançou um novo disco Perto, também no estilo voz e violão. (Clique para ouvir algumas canções)
A sonoridade limpa do show é um presente para quem aprecia interpretações sofisticadas para canções da MPB. Como indica o nome do espetáculo, a artista estabelece uma relação próxima com o público. Entre uma canção e outra do repertório variado que resgatam sucessos da carreira, Olívia Byington conversa com as pessoas, conta histórias das músicas e exibe imagens de Yves Montand e Seu Jorge, por meio do seu laptop. "São participações virtuais. O Montand declama um poema e Seu Jorge faz participação na música Na ponta dos pés", explicou Olívia.
Conhecida pela grande extensão vocal e o jeito Jobiniano de cantar (inspirado em Tom Jobim), a artista canta em português, espanhol e francês. O repertório traz um pouco de tudo da MPB: Tom Jobim, Chico Buarque, Noel Rosa, Caetano Veloso, Egberto Gismonti, entre outros, com uma roupagem própria. O cenário garante o clima intimista, decorado com tapetes, lamparinas e tecidos coloridos.
Mesmo feliz com o momento que está vivendo com "A Vida é Perto", Olívia Byington já tem novos planos. No meio deste ano ela segue para Portugual, onde vai gravar um disco com o grupo português Madredeus e assinar novas parcerias com o poeta português Tiago Torres da Silva, com quem ela assinou grande parte das músicas do disco autoral Olívia Byington.
Outro projeto é fazer um novo show com o pianista João Carlos Assis Brasil, para lembrar a turnê de sucesso que realizaram 20 anos atrás e rendeu um disco. "Gosto de intensificar a relação com os instrumentos", comentou. Os dois artistas pretendem fazer um novo show para relembrar os sucessos do passado, mas ainda não têm nada acertado.
O show "A Vida é Perto" foi apresentado em Curitiba há cerca de um ano, no Teatro Paiol. Após a temporada na capital paranaense ela segue para as capitais da região Nordeste do país, onde ainda não se apresentou.



