
A terceira temporada de Em Terapia estreou ontem à noite na tevê americana e ainda não tem data para chegar ao Brasil, mas não deve demorar para o público brasileiro conferir a nova rotina no consultório do dr. Paul Weston (Gabriel Byrne).
A série (In Treatment no título original) adapta uma produção original israelense e tem um formato peculiar. O original teve apenas duas temporadas, que foram adaptadas fielmente pela HBO. Esse é um dos desafios da terceira leva de episódios (43, ao todo): produzir material original e não trair a engenhosidade que tornou a história conhecida.
Os episódios de pouco mais de 20 minutos eram exibidos diariamente, de segunda a sexta-feira, simulando a rotina de atendimentos do protagonista. Cada dia da semana era passado com um paciente que retornava na semana seguinte. Eram quatro pacientes mais a consulta que Paul fazia à sua analista, Gina (Dianne Wiest, que não faz parte do elenco no terceiro ano).
Agora, Paul tem um paciente a menos, mas segue seu tratamento com uma nova terapeuta, Adele (Amy Ryan, de Gone Baby Gone). Agora, os episódios nos EUA passam somente às segundas e terças.
A agenda de Paul é formada por Sunil (Irrfan Kahn, o policial de Quem Quer Ser um Milionário?), Jesse (o desconhecido Dane DeHaan) e Frances (Debra Winger, atriz de sucesso nos anos 80 e 90, num raro trabalho para a televisão).
Sunil é um viúvo que deixou a Índia pelos EUA, onde mora com o filho e a nora. Pelos comentários da crítica americana, ele é o melhor personagem da terceira temporada, tentando entender uma cultura estranha e procurando manter valores pessoais. A escritora Jhumpa Lahiri, vencedora do prêmio Pulitzer, foi contratada como consultora apenas para a parte da ação relacionada à Sunil.
Jesse é um jovem adotado que lida com várias crises pessoais: a homossexualidade reprimida é uma delas. E Frances é uma atriz com problemas na família que vai ao analista porque passou a ter dificuldades para memorizar suas falas.



