
Los Angeles - Entre réplicas exatas de "David" e "Pietá", de Michelangelo, e um vitral grandioso imitando "A Última Ceia", de Da Vinci, estão enterradas mais de 200 mil pessoas, no bairro de Glendale, em Los Angeles, incluindo famosos como Clark Gable, Humphrey Bogart, Walt Disney e Errol Flynn. O lugar se chama Forest Lawn e não é um cemitério qualquer. É uma cadeia de nove "parques memoriais" no sul da Califórnia, fundado em 1906. Michael Jackson, cuja morte completou ontem um ano, é a celebridade mais recente a ter um mausoléu em Glendale.
Para achar o túmulo do astro e de outros famosos, não há mapa. Perguntar também não adianta. "Não temos permissão para dizer onde está", diz uma funcionária. "Você pode procurar à vontade." Mas não é difícil de achar se o visitante estiver de carro. Só familiares são autorizados a entrar no Grande Mausoléu, mas flores e presentes podem ser deixados na porta. Uma assessora informou que, para ontem, a segurança será reforçada e os fãs poderão deixar flores no local, "como sempre". Mas nada de moonwalk.
"Ninguém pôde ficar mais de três, cinco minutos", disse. O advogado de Joe Jackson, pai de Michael, afirmou que ele passaria o dia com a mulher, Katherine Jackson, em Gary, Indiana, onde o filho nasceu. Hoje, os dois devem participar de uma homenagem no hotel Beverly Hills, em Los Angeles. Na calçada da fama, em Hollywood, a estrela de Jackson era a mais cobiçada pelas hordas de turistas. A multidão era tanta nos últimos dois dias, que flores supostamente deixadas para o astro estavam pisoteadas.
Um grupo de japoneses tirava muitas fotos, como o escritor Yuji Aoki, de 33 anos, que usava uma luva prateada na mão direita, em homenagem ao ídolo. "Michael Jackson era muito querido", disse. Na mesma região, uma companhia de turismo oferece um passeio de ônibus por US$ 39 pelas casas das estrelas de Hollywood, incluindo a mansão onde Michael Jackson morava quando morreu.



