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Show

Feras em festa de arromba

The Fevers, Os Incríveis e Renato e Seus Blue Caps não formam apenas a trinca dos grupos mais populares da Jovem Guarda. São também as melhores bandas de baile de todos os tempos, sobreviventes de uma época em que os shows podiam ultrapassar as três horas de duração. E o repertório não se limitava ao rock ingênuo e romântico tão comum no período. Músico de verdade tinha de tocar samba, valsa, bolero, jazz...

Reunidos sob o nome de Originals, integrantes dos três conjuntos têm rodado o país com um show que, se não dura uma noite inteira, traz um repertório composto por boa parte dos clássicos da Jovem Guarda. Atração de hoje no restaurante Toscana, o supergrupo promete empolgar os saudosistas com canções do calibre de "Mar de Rosas", "Festa de Arromba", "Feche os Olhos", "Era um Garoto Que como Eu...". E se não tocarem qualquer uma dessas, o povo põe fogo na churrascaria!

O Toscana não é uma casa de carnes. Mas seu espaço com mesas e pista parece perfeito para receber um típico baile "jovem guardista". "O show é muito dançante. É como se os públicos das três bandas se juntassem", explica o baixista Nenê, de 59 anos, integrante da fase de ouro dos Incríveis. Depois de sair da banda, em meados dos anos 70, ele acompanhou Elis Regina e Raul Seixas, para finalmente optar pela produção de estúdio. "Não fazia uma turnê há quase 20 anos", conta.

A idéia de montar o Originals partiu de Miguel Plopschi, ex-saxofonista dos Fevers e figura de ótimo trânsito dentro da indústria fonográfica (foi manda-chuva da Sony e da BMG durante duas décadas). Em janeiro de 2005, para comemorar os 40 anos da Jovem Guarda, ele reuniu seu dream team: além de Nenê, fazem parte do grupo Pedrinho (guitarra, ex-Fevers), Ed Wilson (voz, ex-Renato e seus Blues Caps), Cleudir (teclados, ex-Fevers) e Netinho (baterista e, ainda hoje, líder dos Incríveis). Almir, que também tocou no Fevers e é dono de uma das vozes mais particulares do rock brasileiro, saiu da banda no fim do ano passado, para tocar sua carreira-solo. Foi substituído pelo músico de apoio Márcio.

Macaco velho do show biz, Plopschi só atua nos bastidores, dirigindo o Originals e cuidando dos negócios do conjunto. Participou apenas do primeiro CD da turma, Pra Todo Mundo Ouvir (também em versão DVD), que vendeu surpreendentes 50 mil cópias. A carreira do disco foi tão boa que um segundo álbum será lançado daqui a 20 vinte dias. É a indústria da nostalgia fazendo dinheiro.

Serviço: The Originals. Hoje, às 22 horas, no Restaurante Toscana (Av. Manoel Ribas 5.761 – Santa Felicidade). Mesas para quatro pessoas a R$ 180, R$ 200 e R$ 300. Informações pelo fone (41) 3273-6160.

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