
Um festival dedicado à literatura. Seja ela em que forma for. O Festival Literário de Londrina, o Londrix, deste ano, que começa hoje e se estende até o próximo domingo, dia 26, terá espaço para a relação da arte da escrita com o cinema, com a música e com outras áreas da cultura. Debates, palestras, lançamentos e mostras estão na programação. Entre os autores de destaque, alguns como Paulo Lins, Marcelino Freire, Márcia Tiburi, Domingos Pellegrini, Tony Hara, Frederico Fernandes e Arrigo Barnabé. "Todos têm uma ligação muito grande com a literatura", ressalta a coordenadora do evento, Christine Vianna. A participação é gratuita. Apenas os shows terão ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).
A novidade deste ano fica por conta da Mostra Londrix Vídeo-Poesia. "É o primeiro ano da mostra e tivemos 30 inscritos", conta Carolina Sanches, uma das organizadoras do festival. "Isso é novo para Londrina, então queríamos investigar o que ia aparecer", justifica Carolina. Os dez vídeos selecionados estão no site para serem votados (www.londrixfestivalliterario.com.br). Os três primeiros colocados terão menção honrosa e o mais votado poderá ser exibido no festival.
Entre os inscritos, há um vídeo de uma poeta da região da Galícia, na Espanha. "É a primeira vez que fazemos a mostra e já tivemos inscritos de tudo quanto é lugar", aponta a oranizadora. Ninguém sabe como a poeta ficou sabendo do Londrix. "Certamente foi pela internet, porque estamos divulgando pelo Facebook", diz. Vieram inscritos também de Belo Horizonte e de poetas de Santa Catarina.
É a primeira vez que o poeta e escritor Felipe Pauluk participa do Londrix. Quando foi convidado, ano retrasado, teve um imprevisto no dia e não pôde comparecer. Agora, deve lançar o novo livro, um romance escrito em cinco dias, Hit the Road, Jack (Ed. Faces, 115 págs, R$ 15). "O festival dá um fomento na parte literária de Londrina. Fui convidado, não precisei me inscrever. Isso só tem a me acrescentar", avalia Pauluk. Como tem um filho pequeno, o escritor usou as madrugadas cinco ao todo para escrever o romance. "Foi uma vitória escrever esse livro. Sempre achei que demorasse mais para escrever um romance. Mas quando veio a história na minha cabeça, parei e fiz", conta.
O lançamento está previsto para a próxima sexta-feira. No enredo, um balconista de uma lanchonete com uma vidinha meio insossa que se depara com Jack, um adolescente encrenqueiro da cidade. "O romance se passa numa cidade qualquer, que nunca muda. E o próprio balconista é o narrador", diz Pauluk. Em determinado momento da história, a vida de um esbarra na do outro, com grandes diferenças. "O balconista vai comparando a vida dele com a do adolescente", explica.
Durante todo o festival, haverá uma feira de livros.




