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Cinema

Festival Anima Mundi chega a Curitiba

Seleção da mostra internacional de animação, segunda maior do gênero no mundo, acontecerá em Curitiba de 21 a 27 de setembro, no Espaço Itaú de Cinema

  • Paulo Camargo
Filme Eu Queria Ser um Monstro |
Filme Eu Queria Ser um Monstro
 
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Festival Anima Mundi chega a Curitiba

Quando a primavera der os ares de sua graça por estas bandas, em 22 de setembro, virá acompanhada de um evento que ajudará Curitiba a entrar em um clima mais festivo. No dia anterior, uma sexta-feira, inicia-se na cidade, em uma das salas do Espaço Itaú de Cinema, a primeira edição local do Anima Mundi, que neste ano completa duas décadas como o segundo maior evento do gênero do mundo, ficando atrás apenas do de Annecy, na França.

VÍDEO: Assista trechos de alguns filmes do festival

Realizado em julho passado no Rio de Janeiro, e, logo em seguida, em São Paulo, que também recebe a programação completa, o Anima Mundi, em 2012, ganhou itinerância, caiu na estrada e se estendeu a duas outras cidades. Primeiro a Belo Horizonte e, agora, a Curitiba, que como a capital mineira receberá uma seleção com o melhor do que foi apresentado na versão integral.

Em torno de 60 filmes, entre curtas e longas-metragens, nacionais e internacionais, serão exibidos ao longo de uma semana na edição curitibana. O diretor-geral do Anima Mundi, César Coelho, também um de seus criadores, conta, em entrevista à reportagem da Gazeta do Povo, que os títulos escolhidos foram pinçados tanto entre os premiados pelo júri oficial quanto pelo público, assim como a curadoria também escolheu filmes que deem ao público curitibano um amplo painel do que vem sendo produzido no Brasil e ao redor do mundo em termos de animação, com exemplos de técnicas e temáticas as mais diversas. E é bom lembrar: animação não é só para crianças, e muitos dos filmes são destinados ao público adulto – vão da política ao erotismo.

Entre os curtas que virão a Curitiba, alguns destaques são o holandês Fata Morgana (de Frodo Kulpers) e o britânico Head over Hill (de Tim Reckart). Também serão vistos por aqui os longas To Aru Hiküshi e no Tsuioku (do japonês Jun Shishido), destinado ao público adulto, o infantil A Turma da Selva – Operação Banco de Gelo, dos franceses David Alaux e Eric Tosti. Todos esses títulos foram premiados pelo júri oficial e pelo público do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Resistência

César Coelho contou que quando o Anima Mundi surgiu, há exatos 20 anos, o cinema brasileiro enfrentava sua fase mais nefasta. “Com uma canetada, o presidente Fernando Collor acabou com o que havia em termos de estrutura no país”, referindo-se à extinção da Embrafilme, empresa estatal que atuava como produtora e distribuidora.

O festival ganhou vida para ser uma vitrine do que era produzido em animação no país, na época era pouco conhecido do grande público e muito voltado à publicidade. Com o tempo, o evento passou a formentar também a realização de novos filmes – hoje a produção anual chega a 300 títulos. O Anima Mundi, no entanto, sempre teve o intuito de trazer ao público brasileiro a imensa veriedade de obras feitas mundo afora.

“Neste ano temos filmes fantásticos, como o sul-coreano Noodle Fish, realizado com massa de macarrão oriental, semelhante ao espaguete”, diz Coelho, para quem a itinerância é mais um passo importante na missão do evento de popularizar a animação. “Antigamente, as pessoas achavam que ela se limitava às produções da Disney e da Hanna-Barbera, voltadas ao público infantil.”

Oficina

Durante a primeira edição do Anima Mundi em Curitiba, também haverá oficinas gratuitas, que permitirão aos participantes aprender a fazer filmetes em três técnicas diversas. Na de Pixalização, a “matéria-prima” são os proprios corpos dos participantes, que se transformam em personagens, com direito a adereços e figurinos.

A oficina de Massinha recorre a uma técnica mais tradicional, em que os alunos confeccionam os personagens para filmagem, enquanto a de Zootrópio, muito tradicional e anterior até mesmo à projeção do primeiro filme, feita pelos irmãos Lumière em 1895. Desenhos de papel serão utilizados para criar a ilusão da imagem em movimento.

CADERNO G | 2:18

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