Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
concurso

Festival põe no ar as melhores bandas

Com inscrições até o próximo sábado, iniciativa da Mundo Livre FM vai abrir espaço para 40 grupos consolidados na cidade

 | Diego Pisante/ Gazeta do Povo
(Foto: Diego Pisante/ Gazeta do Povo)

Os subterrâneos de Curitiba estão povoados de ídolos da música em potencial, com uma produção sólida e consistente, e qualidade artística equiparável à dos bem-aventurados ungidos pela fama em nível nacional. Entretanto, todos parecem ser vítimas da profecia do escritor e publicitário Jamil Snege, segundo quem "para ser invisível em Curitiba, basta ter um talento genuíno."

Pois a Mundo Livre FM, emissora de rádio do GRPCom, se propõe a quebrar essa maldição, oferecendo espaço "VIP" no dial e convidando as bandas mais talentosas da cidade para o centro da ribalta – além de dar instrumentos musicais de primeira para as três melhores. Para isso, criou o Festival Geração Mundo Livre, cujas inscrições vão até o próximo sábado (confira o regulamento em www.geracaomundolivre.com.br).

Na primeira etapa, um júri composto por profissionais de comunicação e da música vai selecionar os 40 grupos de pop, rock e MPB contemporânea que vão disputar as eliminatórias, das quais dez serão classificados para a grande final, em dezembro.

Mas atenção: o concurso é destinado a grupos profissionais, que já tenham uma carreira minimamente consolidada – "com produto musical comercializado por selo, gravadora ou de forma independente, ou temporada pública em qualquer tipo de ambiente comercial", como reza o regulamento. Ou seja, nada de bandas de garagem, iniciantes ou amadoras em geral.

"O festival foi criado para os nossos músicos que já têm uma história, e só precisam fazer o seu trabalho chegar ao grande público, para além da internet, com a retaguarda de um grande meio de comunicação", explica Marielle Loyola, produtora artística do concurso. "Agora é a hora de fazer esse pessoal aparecer."

O projeto também pretende neutralizar as "panelinhas" de músicos, que costumam balizar quem aparece ou não na mídia. "A gente já insere vários artistas locais na nossa programação normal, mas o Jansen [Edson Jansen, coordenador de programação da rádio] falava que ficava chato tocar alguns e outros não", lembra Marielle. "Aí surgiu a ideia do festival, para colocar as bandas para tocar e fugir da panela."

Metodologia

O antídoto à "panela" é a própria metodologia do concurso, com a pré-seleção feita por profissionais do ramo, e as performances julgadas nas eliminatórias por jurados gabaritados e também pelo público – o voto popular tem o mesmo peso que a escolha de cada um dos dois jurados presentes em cada apresentação. "A gente quer colocar no ar aquelas bandas que realmente mereçam tocar no rádio, daí a importância da votação", justifica Roberta Krüger, do Marketing da Mundo Livre.

A grande final, que acontece em dezembro em um espaço de grande porte, com expectativa de público de 5 mil pessoas e a apresentação de bandas nacionais, vai selecionar os três melhores grupos entre os dez classificados nos cinco estilos avaliados. Os três primeiros vão ganhar instrumentos musicais, e a banda campeã ainda terá suas músicas de trabalho executadas 45 vezes na programação normal da rádio, durante três meses. "Mas as 40 bandas pré-selecionadas vão tocar no Geração Mundo Livre", avisa Marielle, que comanda o programa dedicado à cena local, aos domingos, às 22 horas.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.