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Fiani recupera uma curiosa lenda urbana de Curitiba

Mistérios de Curitiba: a loira fantasma ganha adaptação teatral no palco do Lala Schneider | Divulgação
Mistérios de Curitiba: a loira fantasma ganha adaptação teatral no palco do Lala Schneider (Foto: Divulgação)

João Luiz Fiani é um autor que encena os seus próprios textos, além de imprimir roupagem teatral em algumas das obras literárias de Dalton Tre­­­visan. Acima de tudo, parece que o dramaturgo está construindo, peça após peça, uma obra que disseca o DNA curitibano.

Isso tudo fica claro, e muito mais evidente agora, no momento em que ele apresenta uma montagem inédita, que estreia neste sábado (14), no palco do Teatro Lala Schneider.

Trata-se de A Loira Fantasma, texto e direção de Fiani.

A montagem, de aproximadamente 60 minutos, é um diálogo com uma lenda urbana tipicamente curitibana.

Na década de 1970, uma mu­­­lher teria sido brutalmente assassinada por um taxista. O espírito da vítima, então, retornou para se vingar de todos os condutores de táxi curitibanos.

Nas madrugadas, uma formosa e irresistível loira chamava um táxi, e pedia para o taxista seguir em direção a um endereço que, obrigatoriamente, passava em frente a um cemitério, onde a cliente sumia de dentro do veículo.

Foram esses desaparecimentos constantes que, lenda ou não, teriam provocado, em alguma medida, horror na capital paranaense.

Fiani conta que o argumento surgiu a partir das pesquisas que são realizadas nos cursos realizados no Teatro Lala Scheneider. Mas ele, que costuma produzir peças de suspense e terror, já tinha vontade, faz muito tempo, de encenar essa lenda. "Até para recuperar a memória do imaginário popular curitibano. Quem viveu na década de 1970 conhece, se lembra, mas e as gerações mais novas? É preciso fazer um registro de um tema relevante como essa lenda urbana", diz.

O dramaturgo conta que a montagem vai evidenciar o ponto de vista de quem sofreu com a lenda, no caso, os taxistas.

Ele colocou em um mesmo caldeirão elementos da dramaturgia contemporânea, entre os quais a fragmentação, e também recursos do teatro grego. "Afinal, basta lembrar que na Grécia Antiga quase tudo eram lendas", comenta.

No palco do Lala, grande elenco, mais de 20 atores, entre os quais revelações da cena local, como Rogério Bozza e Wellington.

Há música ao vivo, além da canção-tema, de autora de Henrique Peters, tecladista curitibano que hoje faz parte da banda Os Mu­­­tantes.

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