
O cantor e compositor Frejat apresenta neste sábado, 15, no Teatro Positivo o show de sua nova turnê, O Amor É Quente, que traz um apanhado de canções pop festivas, suas e de outros compositores brasileiros. O conceito é parecido com o da turnê anterior, A Tal da Felicidade, batizada com o nome da canção de Gonzaguinha que foi sucesso na versão das Frenéticas. Dessa vez, o ponto de partida é o último single do cantor, a dançante "O Amor É Quente", lançada em novembro do ano passado com a balada soul "Me Perdoa" no lado B (veja o serviço completo no Guia Gazeta do Povo).
"Como não tenho gravado discos, pois me perguntei se é o caso de fazer isso novamente e não cheguei a nenhuma conclusão, os shows têm seguido músicas que lanço esporadicamente", conta Frejat, em entrevista à Gazeta do Povo. "É um show muito festeiro. O repertório tem músicas com espírito muito positivo, e tem um encontro do lado autoral com o lado de intérprete mais forte que em outros shows", explica.
Sucessos de sua carreira como "Por Você", "Amor pra Recomeçar" e "Segredos" encontram um medley de Tim Maia e versões como "Divino Maravilhoso" (de Gilberto Gil e Caetano Veloso) e "A Minha Menina" (Jorge Ben Jor). "O show tem várias texturas que vão se permeando. Não é monocromático", analisa Frejat.
Barão
Clássicos do tempo do Barão Vermelho, como "Bete Balanço" (de Frejat e Cazuza), claro, não ficam de fora.
"Acho engraçado quando me perguntam se vai haver homenagens a Cazuza", diz Frejat, perguntado sobre seu envolvimento na onda de tributos que o cantor, morto em 1990, vem recebendo. "Nosso repertório em comum é uma homenagem permanente. Sempre que entro no palco, ele está sendo cantado, celebrado", explica o músico que, no ano passado, circulou com o Barão Vermelho em uma turnê comemorativa ao trigésimo aniversário do primeiro LP do grupo no momento, parado por tempo indeterminado. "O que não quer dizer que acabou", ressalta o músico. "Hoje, existe uma compreensão entre os integrantes de que o grupo é uma coisa que precisa ser tratada com cuidado, para ser uma coisa especial para nós e para o nosso público", conta.
A mesma atenção vale para a ideia de gravar um novo disco a dúvida a que Frejat se referiu acima, ao explicar o show. "Eu tinha abandonado a ideia de um disco. Achava que, dentro da relação que o público tem hoje com a música, especialmente o mais jovem, o álbum ficou perdido no tempo e no espaço", diz Frejat, que se considera um artista de canções independentes do formato em sua opinião, ambíguo quanto à repercussão das músicas.
O show de Bruce Springsteen no Brasil em setembro do ano passado, no entanto, pode ser o estímulo que faltava. "Fiquei orgulhoso de ver um artista exibindo sua obra", conta. "Confesso que fiquei com vontade de gravar."



