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Rock in Rio

Guns faz cover de si mesmo

Público demonstrou que não se importa com a fase pouco produtiva da banda de Axl Rose, que encerrou o festival carioca

Apresentação de Guns N´Roses no Rock in Rio | Ricardo Moraes/Reuters
Apresentação de Guns N´Roses no Rock in Rio (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Serj Tankian apresentou 29 músicas menos de duas horas |

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Serj Tankian apresentou 29 músicas menos de duas horas

Depois de muitos boatos de que Axl Rose nem chegaria ao Brasil, espalhados na manhã de domingo pelas redes sociais, o cantor do Guns N’ Roses desembarcou no aeroporto Tom Jobim no início da tarde do último dia do festival Rock in Rio. Bem, não exatamente o último dia, já que a banda só subiu ao palco às 2h45, já madrugada de ontem, debaixo de chuva bem forte. Axl usava chapéu sobre a bandana e uma grossa capa amarela. Abriu o show com "Chinese Democracy", música que dá título ao único – e fraco – álbum que lançou nos últimos 18 anos.

Dizer que o Guns está decadente hoje é pouco. Já estava em 2001, quando saiu do limbo para vir ao festival. Na época, sua vinda foi vista como uma retribuição do festival por a banda ter tocado lá em 1991, no auge da popularidade mundial do grupo. Contando só com Axl Rose da formação original, o Guns é, hoje, uma banda cover de si mesma.

Do consagrado primeiro álbum da banda, Appetite for Destruction (1987), várias foram executadas. Entre elas, a balada "Sweet Child O’Mine" e as agitadas "Welcome to the Jungle" e "Paradise City". Axl atende aos fãs que veneram o primeiro disco, mas empurra junto seu material mais recente e inferior. E mais hits de outros álbuns, claro, como "Patience" e "November Rain".

Se o Guns já não faz diferença no cenário rock mundial, difícil será convencer os 100 mil fãs que deliraram com o banho de hard rock que encerrou o Rock in Rio 2011.

System of a Down faz show enérgico

Com um show para lavar a alma dos fãs que aguardavam sua vinda ao Brasil há anos, o System of a Down trouxe as rodas de pogo – parte indispensável de qualquer festival que inclua rock pesado – ao Rock in Rio.

Já a partir das hipnóticas batidas de "Prison Song", a música de abertura, a energia concentrada de milhares de "headbangers" (como são conhecidos os fãs de metal) explodiu, assustando quem não conhecia a banda ou o estilo do som e abrindo os característicos círculos no meio da plateia, na base da força e dos empurrões.

Com um roteiro idêntico ao que apresentaram em São Paulo, onde haviam feito um show no sábado anterior (29 canções em pouco menos de duas horas), o quarteto armênio-americano, capitaneado pelo vocalista Serj Tankian (que também toca teclados e guitarra) e pelo guitarrista Daron Malakian (que também canta), tocou músicas de seus cinco álbuns, fazendo um bom apanhado de sua carreira e da variação de ritmos e estilos que eles misturam com o heavy metal, que é sua base.

Pontos altos

Canções mais populares, como "B.Y.O.B.", "Chop Suey", "Lonely Day" e "Toxicity", dos discos Mesmerize (2005), Hiopnotize (2005) e Toxicity (2001) – clássicos do new metal – foram pontos altos em um show que merece ser incluído em qualquer lista de melhores do Rock in Rio.

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