
Já se vão 30 anos desde que John Travolta (foto), até então um astro de tevê com aspirações a uma carreira no cinema, fez o mundo parar com seu rebolado no clássico pop Embalos de Sábado à Noite. Depois veio Grease Nos Tempos da Brilhantina (1978), outro musical que entrou para a história, dessa vez por ter se tornado a maior bilheteria alcançada por um filme do gênero até então. O sucesso foi tanto que o filme permanece objeto de culto até hoje.
Aos poucos, no entanto, Travolta foi se afastando desse tipo de produção, fazendo más escolhas e, fracasso em fracasso, caiu em um relativo ostracismo, para ser ressuscitado apenas em 1994, por Pulp Fiction, de Quentin Tarantino.
Não é que agora, já cinqüentão, o ator resolveu fazer as pazes com os musicais. Ele está de volta, e no papel de uma mãe obesa e superprotetora, em Hairspray, remake do filme realizado pelo genial diretor cult John Waters (de Cry Baby e Pink Flamingos) em 88 e adaptado para a Broadway nos anos 2000.
O filme estará em pré-estréia neste fim de semana em Curitiba. A julgar pelas críticas publicadas até agora, Travolta, que voltou a fazer sucesso recentemente com a fraca comédia Motoqueiros Selvagens, parece ter acertado a mão.
Ele vive o papel da mãe da protagonista, uma garota gordinha (Nikki Blonsky) que se torna, da noite para o dia, a sensação de um programa de rock-and-roll e dança de um canal da cidade de Baltimore (Maryland), em plenos anos 50. Além de cantar, Travolta dança rock e twist- apesar de estar vestindo um macacão de borracha para convencer como uma mulher de mais de cem quilos.
Completam o elenco Michelle Pfeiffer, que andava sumida, Queen Latifah (de Chicago), Christopher Walken e Zac Efron (sensação de High School Musical).



