
Cinquenta anos depois de sua morte, Marilyn Monroe continua um ícone rentável. Prova é a caixa Marilyn Monroe 50 Anos, lançada por seu estúdio, a Fox Filmes, para "comemorar" a data. São 13 filmes e quatro apoios de copos com a efígie da diva, morta de uma overdose em 5 de agosto de 1962.
Deixemos de lado os porta-copos e sua eventual utilidade e concentremo-nos nos filmes. O filé mignon está aí em trabalhos que se apoiam na malícia e na sensualidade de Marilyn, como O Pecado Mora ao Lado e Adorável Pecadora. Ou em seu senso cômico, como Quanto mais Quente Melhor, considerada uma das melhores comédias de todos os tempos. Ou, ainda, na melancolia profunda de Os Desajustados, talvez o seu trabalho mais pungente. Mas não se fica indiferente diante de filmes como Almas Desesperadas, Torrentes de Paixão, Os Homens Preferem as Loiras, O Rio das Almas Perdidas, Nunca Fui Santa, O Inventor da Mocidade ou o musical de Irving Berlim O Mundo da Fantasia.
Magia
Neles, vê-se essa estranha magia que faz com que algumas raras pessoas brilhem e se avolumem na tela. Agigantam-se diante da câmera. Quando estão em cena não se olha senão para elas. Era assim com Marilyn, um caso de amor conflituoso com o cinema. A câmera gostava dela; os diretores e produtores, nem sempre. Dava dinheiro, mas causava muitos problemas. Sobre isso, a melhor anedota é de Billy Wilder. Perguntaram-lhe como suportava as crises e atrasos da atriz. Ele respondeu que tinha uma velha tia, séria, pontual e eficiente, mas ninguém pagaria um centavo para vê-la numa tela. Marilyn causava todos os transtornos, mas o público a adorava.



