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James Blunt, o rei das paradas britânicas

James Blunt teve uma infância que pode ser chamada de típica, pelo menos quando se trata de um inglês de classe média alta. Aos 7 anos, foi despachado pela família rumo a um colegio interno, algo muito comum entre britânicos, de Harry Potter ao príncipe William. Na escola, destacou-se em Ciências e Matemática, o que levou seu pai a acreditar que o garoto seguiria a tradição dos Blunt, rendendo um bom militar de carreira. Quase acertou em sua previsão.

O que Mr. Blunt não sabia é que o filho também tinha dons artísticos. Estava tomando aulas de piano e tentando participar de peças teatrais estudantis. Mas não é justo afirmar que James não tentou fazer a vontade paterna: chegou até mesmo a ingressar, em 1999, no Exército Britânico, com o qual participou de uma missão de paz em Kosovo. Acabou, no entanto, fazendo mais sucesso com o violão do que com as armas. Era o sinal que tanto precisava para mudar de rumo.

Em 2003, depois de fazer o habitual circuito bares-gravadoras-agentes-produtores, percorrido por quase todos que ambicionam uma carreira na música pop, Blunt conheceu a produtora Linda Perry (ex-vocalista do Four Non Blondes e responsável por hits de Pink e Christina Aguliera). Encantada com a bela – e bastante singular – voz de James, ela o contratou para seu selo, Custard Records. E, mais uma vez, o garoto surpreendeu.

Lançado em janeiro de 2005, Back to Badlam, CD de estréia de James Blunt, é o grande sucesso do ano no Reino Unido (e na Europa). Permaneceu várias semanas no topo da parada britânica, chegando a superar pesos pesados como o conterrâneo Coldplay. O mesmo destino teve o single "You’re Beautiful", uma das canções mais executadas no verão europeu.

Com uma voz que lembra Cat Stevens e sempre acompanhado de seu violão, ainda que emoldurado por arranjos mais elaborados, com eventuais e sutis intervenções eletrônicas, Blunt é baladeiro assumido, mas não chega a ser açucarado demais. Suas letras, confessionais e de uma sinceridade desconcertante, se sobressaem muitas vezes às belas melodias, que merecem atenção. É música pop de qualidade, na linha Damien Rice. Vale conferir. GGG

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