Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Livros

Lançamentos

Billy the Kid – História de um Bandidode Pat Garrett (Tradução de Rosaura Eichenberg. L&PM Pocket, 216 págs., R$ 15). Biografia.

Billy the Kid (1859 – 1881) foi um dos personagens mitológicos do velho oeste americano. Sua história inspirou figuras como o cantor e compositor Bob Dylan, o escritor Jorge Luis Borges e os cineastas Sam Peckimpah (Meu Ódio Será tua Herança) e Arthur Penn (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas). O xerife Pat Garrett decidiu escrever a biografia de Billy the Kid – o mais temido e sanguinário criminoso dos EUA no fim do século 19 – depois de matá-lo em um duelo típico dos filmes de faroeste, com direito a revólveres Colt e rifles Winchester. Quando foi morto, Kid tinha apenas 21 anos.

Como Vivem os Mortosde Will Self (Tradução de José Rubens Siqueira. Objetiva, 368 págs., R$ 47,90). Romance.

Considerado um dos escritores britânicos mais talentosos de sua geração, Will Self é conhecido pela forma como explora o grotesco em suas histórias. Como Vivem os Mortos procura expor a futilidade do mundo moderno a partir de personagens com Lily Bloom, uma senhora judia americana radicada em Londres que morreu de câncer e, desde então, não economiza palavras para lançar suas críticas politicamente incorretas a todos e qualquer um. De Self, no Brasil, já foram publicados Cock & Bull – Histórias para Boi Dormir e Minha Idéia de Diversão, ambos pela Geração Editorial.

Cartas do Cárcere – Volume 1de Antônio Gramsci (Tradução de Carlos Nelson Coutinho e Luiz Sérgio Henriques. Civilização Brasileira, 480 págs., R$ 54,90). Correspondência.

Primeiro de dois volumes das cartas do intelectual italiano Antônio Gramsci (1891 – 1937). Preso em 8 de novembro de 1926, Gramsci – que morreu aos 46 anos sem conquistar a liberdade –, produziu uma correspondência que o distingüiria, mais tarde, como uma das mais importantes figuras intelectuais do século 20. O pensador ganhou fama graças a suas teorias políticas e análises culturais – é autor de conceitos como o de hegemonia e sociedade civil –, tornando-se referência para humanistas e cientistas sociais do mundo todo. Cartas do Cárcere foi lançado pela primeira vez, postumamente, em 1947.

Contos Árabes – Os Clássicosde vários autores (Tradução de Jamil Almansur Haddad com José Paulo Paes. Ediouro, 298 págs., R$ 49,90). Contos.

Além da tradução – realizada com a ajuda do poeta José Paulo Paes (1926 – 1998) –, o escritor e tradutor Jamil Haddad (1914 – 1988) responde pela seleção, introdução e notas do volume, o quarto da coleção Os Clássicos, na qual a Ediouro publicou antologias da Inglaterra, Estados Unidos e Rússia. Todas elas selecionadas, traduzidas e apresentadas por grandes nomes da literatura brasileira – Rubem Braga, Graciliano Ramos, entre outros. O livro reúne lendas, fábulas e até episódios das Mil e Uma Noites. Vários textos são de autores anônimos – o nome mais conhecido é o de Gibran Khalil Gibran, seguido de Ibn al-Muqaffa.

O Imperador – A Queda de um Autocrata de Ryszard Kapuscinski (Tradução de Tomasz Barcinski. Companhia das Letras, 200 págs., R$ 33). Jornalismo.

O jornalista polonês Ryszard Kapuscinski chegou à Etiópia em 1974, logo após a queda do imperador Hailé Selassié I, que comandara o país durante 44 anos e terminou destituído por uma junta militar – que o mantinha preso e perseguia seus simpatizantes. Mais um título da série Jornalismo Literário, que começou com John Hersey (Hiroshima), O Imperador é um retrato do reinado de Selassié I, criado a partir de entrevistas com ex-empregados do palácio. Publicado em 1978 e traduzido para o inglês cinco anos depois, obra foi encarada como uma crítica velada e alegorizante ao regime comunista da Polônia, sob influência da União Soviética.

A Matriz de T. E. Lawrence (Tradução e notas de Fernando Monteiro. Record, 320 págs., R$ 41,90). Memórias.

Parte da coleção Grandes Traduções, que já editou outra obra de T. E. Lawrence – Os Sete Pilares da Sabedoria, levada ao cinema por David Lean com o título Lawrence da Arábia –, A Matriz trata da vida e dos feitos do arqueólogo, escritor, militar e estrategista Thomas Edward Lawrence, antes da revolta árabe de 1918 – episódio da Primeira Guerra Mundial que lhe deu fama planetária. Ao invés do comandante de guerrilheiros, o narrador da história é um recruta cheio de reclamações que atua no front e nos quartéis. Fernando Monteiro pesquisa a vida de T. E. Lawrence há 36 anos e percorreu várias cidades do mundo em busca de pistas sobre sua vida.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.