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DVD

Macaquices por trás de um telão

Bananaz: documentário reúne sete anos de cenas de bastidores da banda virtual Gorillaz | Divulgação
Bananaz: documentário reúne sete anos de cenas de bastidores da banda virtual Gorillaz (Foto: Divulgação)

Quando visitaram o Japão pela primeira vez, em 1976, os quatro integrantes da banda norte-americana Kiss chegaram ao aeroporto de Tóquio devidamente maquiados e fantasiados. Impedidos de entrar no país pelos oficiais da imigração, tiveram de retirar os "disfarces" para que, aí sim, fossem liberados. Mas, antes de aparecer para o público, que se aglomerava no portão de desembarque, Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss correram ao banheiro e colocaram tudo novamente. Era o início de uma relação de idolatria, mesmo que os fãs nunca tivessem visto os verdadeiros rostos de seus ídolos.

Décadas mais tarde, algo parecido aconteceria com o Gorillaz (leia mais no quadro), projeto criado por Damon Albarn (vocalista da banda inglesa Blur), ao lado do designer Jamie Hewlett e que consistia em uma banda virtual, composta por desenhos animados. Enquanto um conjunto de músicos recrutados por Albarn tocaria as canções, os membros virtuais ficariam a cargo da performance, em um telão posicionado na frente dos instrumentistas.

O desenvolvimento e posterior sucesso de tal empreitada foram acompanhados de perto pelo cineasta britânico Ceri Levy, que, durante sete anos, teve acesso aos bastidores de todas as atividades do Gorillaz. O resultado é Bananaz, documentário lançado no exterior no ano passado e que agora chega ao mercado brasileiro em formato DVD.

Está tudo lá: dos primeiros esboços à criação das personalidades de cada um dos integrantes virtuais. Das gravações repletas de colaboradores de peso – do cubano Ibrahim Ferrer ao ator Dennis Hopper – às apresentações ao vivo. Tudo foi devidamente registrado por Levy, que teve acesso, sem restrições, a tudo o que acontecia com o grupo.

Além da inquietude musical de Albarn – cérebro e ouvido da banda – o que mais chama a atenção durante os 90 minutos de Bananaz é o eterno clima de diversão de todos os envolvidos no projeto. No fim das contas, fica claro que, apesar da estética impressionante dos desenhos criados por Hewlett, o que prevalece é a sonoridade. "Aprendi que o segredo é se concentrar apenas na música. Assim, tudo acaba dando certo", conclui um Albarn, mais que satisfeito.

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