Rio de Janeiro - Quinze anos depois de ter ganhado a platéia do Maracanã trajando uma camiseta do Flamengo, Madonna aporta de novo no mesmo estádio para o primeiro dos cinco shows da etapa brasileira da turnê Sticky and Sweet.
Vinda do Chile, a popstar desembarcou ontem no Rio de Janeiro, por volta das 5h40 da manhã, cercada de um forte esquema de segurança, composto por vários policiais civis, militares e federais. A cantora chegou embaixo de chuva e foi direto para o hotel Copacabana Palace, onde entrou pela garagem lateral do hotel, na rua Rodolfo Dantas.
Apenas seis fãs estavam de plantão na porta do local, na esperança que ela acene da varanda da sua suíte. Segundo informações do Copacabana Palace, é a mesma suíte usada pelos integrantes dos Rolling Stones na última vez em que estiveram no Brasil.
Nos cinco dias em que ficar na cidade, Madonna pode visitar um projeto social em uma favela do Rio. O convite foi feito pelo governador Sérgio Cabral, que assistirá ao show no domingo na tribuna de honra com amigos, como os governadores Aécio Neves e Paulo Hartung.
Segundo a assessoria do governador, Madonna ainda não confirmou a visita ao projeto, mas se mostrou interessada e pediu que fosse escolhido algum programa ligado a crianças. Cabral também sugeriu que ela sobrevoasse a cidade de helicóptero e fizesse um passeio até Angra dos Reis, no litoral sul do estado. Os dois vão se encontrar no domingo, no camarim da pop star.
Na quinta-feira (11), cerca de 100 pessoas já trabalhavam na montagem do palco no Maracanã para os shows de domingo (14) e segunda-feira (15). O gramado foi coberto com blocos de borracha. Três guindastes estão sendo usados para erguer a estrutura do palco com 83 metros de largura e 42 metros de profundidade. Uma passarela de 17 metros de comprimento por 12 metros de largura liga o palco principal a outro mais avançado.
A chegada de Madonna também mobilizou a Ong Rio de Paz, conhecida pelos seus protestos contra a violência na cidade. No sábado, adeptos da ONG vão espalhar 16 mil cocos na praia a 300 metros do hotel para lembrar o número de mortes no governo de Sérgio Cabral.



