
Mais do que um fenômeno da internet ou uma promessa da música brasileira, a paulistana Mallu Magalhães que completa 16 anos no dia 29 é apaixonante. Depois de uma concorrida apresentação no Jokers, em maio, a cantora voltou a Curitiba para duas novas apresentações no local na sexta, para convidados e ouvintes da Mundo Livre FM, e no sábado, para o público em geral.
No palco depois de um razoável atraso (a previsão inicial era 22 horas e a apresentação começou à meia-noite) , Mallu faz do improviso e dos pequenos erros o grande diferencial do seu trabalho. Ri, faz comentários variados confessou, por exemplo, estar ainda pouco à vontade com o novo corte de cabelo, aliás, feito por ela mesmo e tem uma química impressionante com os músicos que a acompanham.
Arrisco dizer que Mallu conquistou o público jovem principalmente pela sua capacidade de ser ela mesmo. Sério, a menina foge de estereótipos e parece não se dar conta da tamanha badalação em torno do seu nome. Quer ser ela mesma, independentemente da opinião dos outros.
Mallu também está apreensiva com o lançamento do tão aguardado CD, previsto para outubro. Ao lado do guitarrista Cadu, que a menina apresenta como um dos seus poucos melhores amigos, apresentou a deliciosa e ainda inédita "Angelina, Angelina" fruto da bem-sucedida parceria musical da dupla. Isso sem falar nas suas conhecidas canções e nas releituras de clássicos dos Beatles e Johnny Cash.
Ao final da apresentação, a cantora fez questão de convidar quem permanecia no Jokers para participar de uma "festinha particular" no espaço reservado a shows. Estava todo mundo lá: a banda, Mallu sentada, bebendo água e atendendo a todos com extrema simpatia e paciência. Dizia estar preocupada com a voz, pois teria mais um show ainda no dia seguinte.
No sábado, com os repórteres-mirins e masters da Gazetinha, ainda passei algumas horas conversando com a garota no Hotel Elo. Muito à vontade disse que sentiu uma energia boa de todos que estavam ali navegou pelo nosso blog, respondeu as perguntas enviadas pelos fãs no Orkut, conversou sobre eleições, família, escola e música, é claro.
Mallu demonstra distante dos holofotes e do assédio constante uma capacidade de reflexão e de pensar o futuro que deixariam muito marmanjo no chinelo. Não é bobinha ou extremamente "nerd" como muitos pensam. No final da entrevista, ganhei um abraço pra lá de apertado com o seguinte comentário: "Não sei dar um meio abraço". Por essa e por outras, vou além e serei taxativo: Mallu não é um fenômeno apenas, mas um talento que veio para ficar. Ponto final...



