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Literatura

Marco Lucchesi, o mais jovem imortal

O poeta, romancista e professor universitário carioca é eleito para a Academia Brasileira de Letras

Lucchesi lançou em 2010 o romance O Dom do Crime, inspirado em Machado de Assis | Divulgação
Lucchesi lançou em 2010 o romance O Dom do Crime, inspirado em Machado de Assis (Foto: Divulgação)

A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu anteontem o professor, ensaísta, romancista e poeta carioca Marco Lucchesi, de 47 anos, para assumir a cadeira número 15, que pertencia ao padre Fernando Bastos de Ávila, que morreu em novembro de 2010. Lucchesi recebeu 34 dos 38 votos possíveis e passa a ser o mais jovem integrante da ABL. Ele era o principal candidato para a cadeira depois da desistência do poeta e ensaísta Gilberto Mendonça Teles na semana passada.

A cadeira número 15 tem como patrono poeta e teatrólogo Gonçalves Dias e seu primeiro ocupante foi Olavo Bilac. O novo imortal é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Colégio do Brasil. Ele é formado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), doutor em Ciência da Literatura pela UFRJ e pós-doutor em Filosofia da Renascença na Universidade de Colônia, na Alemanha.

Entre as publicações de Lucchesi estão: Meridiano Celeste & Bestiário (Prêmio Alphonsus de Guimarães 2006 da Biblioteca Nacional e finalista do Prêmio Jabuti 2007), Sphera (Menção Honrosa do Prêmio Jabuti 2004), Poemas Reunidos (finalista do Prêmio Jabuti 2002), Teatro Alquímico (Prêmio Eduardo Frieiro 2000 da Academia Mineira de Letras) e Bizâncio (Comenda Espatário da Trebizonda, finalista do Prêmio Jabuti 1999).

Em 2010, Lucchesi lançou O Dom do Crime, romance que toma como inspiração a obra de Ma­­chado de Assis, sobretudo Dom Casmurro.

A vaga deixada pelo o escritor gaúcho Moacyr Scliar, que morreu semana passada, deve ser disputada entre o jornalista Merval Pereira, de 61 anos, e o escritor Antônio Torres, de 70. Nos próximos 60 dias, a ABL receberá inscrições para a cadeira. A eleição será em maio. O nome mais cotado era o do poeta Ferreira Gullar, mas ele desistiu, alegando razões pessoais. Pereira é colunista de O Globo e autor de O Lulismo no Poder (Editora Record). Torres é romancista, autor de Balada da Infância Perdida (Nova Fronteira).

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