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História cultural

MIS-SP abrigará o acervo de Adoniran Barbosa

São Paulo (Folhapress) – Era para ser uma residência fixa, mas o mezanino do teatro Sérgio Cardoso, no bairro paulistano da Bela Vista, não passou de um anfitrião momentâneo de parte dos objetos do compositor Adoniran Barbosa (1910-82).

Inaugurada há quase um ano, a exposição já está de saída do teatro: muda-se na primeira quinzena de abril para o Museu da Imagem e do Som, no Jardim Europa. "A intenção sempre foi levar para o MIS, mas, por problemas burocráticos, acabamos optando pelo Sérgio Cardoso", afirma a diretora técnica do Dema (Departamento de Museus e Arquivos), Silvia Antibas. "O MIS é montado como museu. Não é um espaço cedido. Tem uma reserva técnica, funcionários treinados e todas as condições para preservar e divulgar o acervo", justifica a diretora do órgão estadual.

Transferência

À época, o espaço montado no Sergio Cardoso ganhou um tratamento cenográfico, com a reprodução do ambiente de um bar e uma estátua do compositor, para receber as fotos, documentos, partituras, discos, objetos e brinquedos feitos por Adoniran e guardados durante 40 anos pela companheira dele, Mathilde de Lutiis. Abriu, porém, com uma amostra do acervo e a promessa de que os outros objetos seriam exibidos após o restauro. Ao longo de um ano de existência, a exposição ficou restrita a pouquíssimas peças, a reserva técnica prometida não foi construída e o horário de funcionamento do teatro limitou a visitação.

"Parece que lá no Sérgio Cardoso não funcionou bem. Sempre achei aquele espaço simpático, mas em dia de espetáculo é complicado", avalia a filha de Adoniran, a tradutora Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, 67, que doou no último ano os pertences do pai à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

"O contrato de doação para o MIS chegou a ser assinado. Só depois o jurídico da secretaria descobriu que o MIS não poderia receber a doação. Não faço objeção (à transferência), desde que lá o acervo tenha uma sala que seja só dele. Meu desejo sempre foi dar o acervo para o Estado. Esses troços não podem ser da família, todos têm que ter acesso, mas desde que sejam expostos com respeito."

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