Aos 90 anos, morreu nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro o sambista Delegado. Ele foi mestre-sala e presidente de honra da Mangueira. Égio Laurindo da Silva cresceu na comunidade e começou a frequentar o samba ainda no colo da mãe. Aos 17 anos, começou a desfilar como mestre-sala, arte que aprendeu vendo Marcelino, um dos fundadores da atividade, que desfilava como baliza do Bloco dos Arengueiros, precursor da Estação Primeira de Mangueira. Por 36 anos, Delegado tirou a nota máxima no desfile, ao lado das portas-bandeiras Nininha, Neide e Mocinha. Frequentador de gafieiras, alto e esguio tinha um jeito elegante de dançar, e prendia atenção das moças, na época, o que lhe valeu o apelido de Delegado. A causa da morte não foi informada.
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