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Pop

O fenômeno teen que veio do YouTube está no Brasil

O novo álbum de Justin tem lançamento mundial programado para o mês que vem | Danny Moloshok/Reuters
O novo álbum de Justin tem lançamento mundial programado para o mês que vem (Foto: Danny Moloshok/Reuters)

Desde o início da semana, dezenas de fãs estão acampadas em frente ao Estádio do Morumbi, em São Paulo, onde Justin Bieber se apresenta no sábado e no domingo. O mesmo fenômeno ocorreu nos arredores do Engenhão, no Rio de Janeiro, onde o astro adolescente se apresentou na noite de ontem e para onde retorna ao palco hoje. Em Porto Alegre, que só verá o astro pop na próxima segunda-feira, algumas meninas também já aguardam na fila para assistir ao ídolo em sua primeira passagem pelo Brasil.

O canadense de 17 anos é um sucesso recente – e estrondoso: com dois álbuns lançados, My World (2009) e My World 2.0 (2010), e o terceiro saindo em novembro, Justin contabiliza 11 milhões de discos vendidos, 500 mil deles no Brasil.

Adequado aos novos tempos, um dos maiores fenômenos mundiais da atualidade surgiu primeiro na internet. Ainda menino, ele postava vídeos no YouTube em que tocava e cantava versões de canções assinadas por famosos do R&B contemporâneo, como Ne-Yo, Chris Brown e Usher (que acabou virando seu grande mentor). Foi o cantor americano, afinal, o responsável pelo lançamento comercial de Justin.

"Usher é um cara importante e sempre tem conselhos a dar sobre garotas, sobre música... É uma influência positiva na minha vida", afirmou o garoto.

Mesmo com apenas três anos no showbiz, Justin é bem treinado para lidar com a mídia: não fala sobre seu relacionamento com a cantora e atriz Selena Gomez, não dá trela aos rumores que vasculham sua sexualidade e não gosta de brincadeiras sobre seus cabelos. "Gosto apenas de falar sobre música. Essas questões não me chateiam, porque sei quem sou. Para mim, o que importa é manter o público interessado em meus shows e em escutar o que tenho a dizer."

Recordes

Interesse, ao que parece, não falta: Justin entrou até para o Guinness, o livro dos recordes, pela música mais popular da web – o vídeo do hit "Baby" ultrapassou 632 milhões de visualizações. Seus seguidores no Twitter já somam 13 milhões.

A história de superação de Justin, cuja mãe engravidou aos 18 anos e suava para pagar as contas, é sempre reforçada pelo cantor. Em fevereiro, ele lançou o documentário Never Say Never, que resume sua carreira, mostrando desde vídeos caseiros até seu show mais importante, no Madison Square Garden, em Nova York, no ano passado. A obra arrecadou mais de US$ 30 milhões no mundo e vendeu 447.929 ingressos no Brasil.

"Esse filme é muito importante para mim. Queria que as pessoas soubessem um pouco mais do meu estilo de vida, de como cresci e me desenvolvi. Gosto que as pessoas me vejam no palco, assim como acho importante que saibam o que me levou à posição em que estou hoje", explica o cantor.

México

Quando Justin Bieber surge no palco, de óculos escuros e casaco esportivo elegante, a única coisa que se ouve é a gritaria feminina. No show, ele canta seus hits, dança, conversa, manda beijos, toca violão, bateria e piano. Mas, diante de uma plateia de 50 mil pessoas, na Cidade do México, ele ainda é um garoto de sorriso tímido.

No sábado passado, Justin fez no México o último show da turnê My World Tour antes de chegar ao Brasil. Acompanhado de cinco dançarinos, o astro pop abriu a apresentação cantando "Love me". Depois, ainda com coreografia, foi a vez de "Bigger", para então chegar o primeiro cumprimento da noite, parte em espanhol: "Qué pasa, México City?". As fãs foram à loucura. Elas não dão sinais de se importar com o playback usado em boa parte das músicas.

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